Crônicas e Afins: Gurus Improváveis (versão desplugada)


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Gurus Improváveis
(versão desplugada)

Meus professores são contraditórios e improváveis. Eles se somam em memórias e em cânticos. Me embalam desde criança nessa comunicação de tantos símbolos.

Eles se confundem. Nem percebem o quanto ensinam. Tropeçaram e sentiram o gosto da poeira. Alguns não aguentaram a pressão. Bukowski bebendo para não sentir. Hemingway estourando o cérebro. Nietzsche louco abraçando um cavalo.

Não acredito em gurus ou mestres infalíveis de nenhuma sorte; e sou aberto às experiências de todo ser humano. Todas as falhas me interessam. Os pecados iluminam mais que os milagres.

Me encantam mais as historias de Jesus em dúvida no horto ou com o machado nas mãos. Cristo em raiva na porta do Templo. Prefiro ouvir das tentações de Buda ao seu despertar no nirvana.

É o silencio entre as notas da música. As reflexões caladas nas pinceladas de um quadro. Por vezes elas se achegam nas páginas de autores que no riscar de um parágrafo têm um vislumbre de luz. Da Luz.

Misteriosos são os meandros pelos quais a mensagem nos alcança. Uma frase dita na fila. Uma conversa no ponto do ônibus. O livro que você comprou pela capa.

O Universo comunica-se de muitas formas. Mestres andam por aí. Calados e anônimos. Improváveis como eu e você habitando esse mesmo tempo, nesse mesmo globo. E aqui estamos.

    -Manuel Sanchez

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