Albert Camus e o mito de Sísifo


imageO Mito de Sísifo:

O mito de Sísifo é um ensaio filosófico escrito por Albert Camus, em 1941, tratando das temáticas do absurdo e do suicídio.

No ensaio, Camus introduz sua filosofia do absurdo: o do homem fútil em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível desprovido de Deus e eternidade.

Será que a verificação desse absurdo conduz ao suicídio?

Camus responde: “Não. Exige revolta”.

Ele então descreve várias abordagens do absurdo na vida. O último capítulo compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, uma personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, sendo que, toda vez que estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível.

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“A característica do homem absurdo é não acreditar no sentido profundo das coisas.
Ele percorre, armazena e queima os rostos calorosos ou maravilhados.

O tempo caminha com ele. O homem absurdo é aquele que não se separa do tempo.

Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra.
São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da
descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade.

“Acho que tudo está bem”, diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo
e limitado do homem. Ensina que nem tudo está perdido, que nem tudo foi esgotado.
Expulsa deste mundo um deus que nele entrara com a insatisfação e o gosto
das dores Inúteis. Faz do destino uma questão do homem, que deve ser tratado
entre homens.

Toda a alegria silenciosa de Sísifo aqui reside.

O seu destino pertence-lhe.”
Albert Camus (1913-1960)

 

Para saber mais sobre a vida e o obra de Camus, clique aqui.

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Autor: Manuel Sanchez

Leitor compulsivo, amante das viagens e da boa mesa. Sou um sujeito que acredita no charme da simplicidade, que riqueza é ter tempo e que se esforça para passar longe da vulgaridade.

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