A linguagem de Ludwig Wittgenstein


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Wittgenstein nasceu em uma  família rica e patrona das artes e da música na Austria, mas radicou-se na Inglaterra. Iniciou seus estudos em engenharia, porém  abandonou a matéria e passou a se dedicar ao estudo da lógica e da linguagem filosófica e matemática após assistir aulas do filósofo Bertrand Russell.

Após servir no front e ter sido prisioneiro na Primeira Guerra Mundial, publicou  seu único livro em vida,  o Tratado Lógico Filosófico. Acreditou que ele esgotava todo o assunto e  dilemas da filosofia. Seu posicionamento nesta obra é chamado como primeiro Wittgenstein.

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Depois de seu falecimento, publicou-se uma segunda obra de sua lavra, sobre os mesmos temas, com perspectiva totalmente inversa.

A obra Investigações Filosóficas é  uma coleção de notas de aulas ditadas a alunos  e era o esboço para  a criação de um novo livro com seus novos pensamentos. Os raciocínios desse período, muitos em contradição com sua juventude, são referidos como do segundo Wittgenstein.

Criou assim duas escolas distintas de pensamento sobre os limites da lógica e do pensamento na construção da Filosofia. Duas escolas distintas com a publicação de apenas dois livros.

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Horizontes de Eternidade

A morte não é um acontecimento da vida. A morte não pode ser vivida. Caso se compreenda por eternidade não uma duração temporal infinita, mas a intemporalidade, quem vive no presente é quem vive eternamente. A nossa vida é tanto mais sem fim quanto mais o nosso campo de visão não tem limites. 

Ludwig Wittgenstein, in ‘Tratado Lógico-Filosófico’ 

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A Linguagem Disfarça o Pensamento

A linguagem disfarça o pensamento. E principalmente de tal forma que, segundo a forma exterior da roupagem, não é possível concluir sobre a forma do pensamento disfarçado; porque a forma exterior da roupagem visa a algo bem diferente do que permite reconhecer a forma do corpo. Os arranjos tácitos para a compreensão da linguagem quotidiana são de uma enorme complicação. 

Ludwig Wittgenstein, in ‘Tratado Lógico-Filosófico’ 

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O Que Faz Sentido

A maioria das proposições e das questões que foram escritas sobre assuntos filosóficos não é falsa, mas desprovida de sentido. Por esse motivo não podemos absolutamente responder às questões desse género, mas apenas estabelecer que são desprovidas de sentido. 
(…) O sentido do mundo deve ser encontrado fora do mundo. No mundo, todas as coisas são como são e produzem-se da forma que se produzem: não existe valor nele – e, caso houvesse algum, este não teria valor. 
(…) Uma resposta que não pode ser exprimida supõe uma questão que tampouco pode ser exprimida. Oenigma não existe. Se uma questão pode ser inteiramente colocada, elapode também encontrar a sua resposta. 

Ludwig Wittgenstein, in ‘Tratado Lógico-Filosófico’ 

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