O dilema da transformação e da solidez


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Para Heráclito, a realidade se reduz a um processo em permanente mudança. O que é ao mesmo tempo, é e não é. A natureza é um vir-a-ser contínuo. Vir-a-ser significa que nunca é, nunca chega a ser, está sempre em vias de ser, ou deixando de ser, ou quase sendo, mas jamais sendo em definitivo. Os sentidos atingem o aspecto aparente do real que está sempre mudando.

Então, como conhecer essa aparência sempre em transformação? O mundo é ilusório, os sentidos são falhos. E só a mudança é uma constante.

Parmênides nega o movimento e a transformação do real, criticando o conhecimento sensível, que para ele é falso e nos ilude. Só o conhecimento puramente intelectual, sem qualquer vestígio de conhecimento sensível, seria verdadeiro. A mudança seria fruto da observação do erro. Na essência, as verdades da vida são eternas e imutáveis.

E nesse ponto da vida, questionando tudo, eu me pergunto que caminho seguir: mudança radical que tudo transforma ou a base de rocha que não se altera.

Aliás, existe de fato um dilema? Eu sei, amigo leitor, a pergunta é  retórica.  Só existe um caminho a tomar. 

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