Michel Serres, uma sociedade de insetos


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” Habitamos o mundo das ambivalências, e o conhecimento passa a ser considerado como uma dinâmica estruturada a partir de redes em construção. Em lugar da episteme, ou do conhecimento verdadeiro, tem-se aproximações da verdade. Em lugar do sujeito, como fundamento do verdadeiro, temos agora um nós interativo. E, em lugar do “penso, logo existo”, apresenta-se um eu em um nó de uma rede com conexões e capacidade de relações tão numerosas quanto possíveis – eu existo na
medida em que me conecto a alguém. O eu não existe mais como ponto fixo, mas como uma nuvem de possíveis próximos.

Fluida, temporal, diversa, minha identidade não tem nada a ver com a ontologia do ser, nem com o princípio de identidade espacial, exclusivo e único, mas com o possível. A relação precede o ser. Eu sou o meu próximo.

Só aquele que inventar uma nova geração de “monastérios”, cuja palavra significa uma paradoxal associação entre solidário e solitário, será capaz de nos salvar de uma queda evolutiva para uma sociedade de insetos.”
Michel Serres

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Autor: Manuel Sanchez

Leitor compulsivo, amante das viagens e da boa mesa. Sou um sujeito que acredita no charme da simplicidade, que riqueza é ter tempo e que se esforça para passar longe da vulgaridade.

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