Foucault e seu bisturi 


​”Imagino que deve existir, em minha caneta, talvez uma herança do bisturi. 

Talvez, afinal, eu trace sobre a brancura do papel os mesmos sinais agressivos que meu pai traçava sobre os corpos dos outros que ele operava. 

Transformei o bisturi em caneta. Passei da eficácia da cura à ineficácia da livre proposta, substituí a cicatriz sobre o corpo pela grafitagem sobre o papel, substitui o inapagável da cicatriz pelo sinal perfeitamente apagável e rasurável da escrita.”

FOUCAULT

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