Nietzsche e o Niilismo


“Eu vi a verdade e ela não faz sentido.” – placa de rua 

O niilismo é definido como a linha filosófica que se afasta da crença em valores absolutos, sejam eles religiosos ou laicos. Nesta linha, as transcendências são assumidas como criações falaciosas, já que não existiria nada além do presente mundo e todos os valores e regramentos morais seriam meramente correntes sem sentido algum. Para o niilista as crenças religiosas, os grandes movimentos políticos, os valores laicos de defesa da igualdade são sem sentidos e ocos.

Nietzsche, por sua vez, definia o niilismo de forma diferente em seus livros; o que gera confusão na leitura nos incautos dessa distinção já que Nietzsche usa o termo pelo seu contrário  (mas não avisa).

Para ele – e somente em Nietzsche encontramos isso – o niilista é o sujeito que crê no mundo das transcendências,  ideologias laicas ou religiosas e na luta por mudanças políticas, esperando por um mundo por vir (seja pela religião, pelos movimentos políticos  ou pela revolução) e negando a vida presente tal como é. Nietzsche se colocava contra os niilismos  (em seu jargão) que vinham lutar contra a vida como ela é: religião, socialismo, feminismo, democracia etc… O que o coloca muitas vezes em um campo elitista, antidemocrático e anti religioso.

– Manuel Sanchez 

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