Resenha: Aurora de Nietzsche 


Nietzsche elaborou “Aurora ” em 575 aforismos sobre a moral. Alguns tão curtos quanto 3 linhas e outros tão longos que se derramam por várias páginas.

De certa forma, “Aurora ” possui a mesma formatação de seu primo mais famoso “Humano, demasiado humano” , mas não é tão gostoso de ler. Por vezes o livro se torna arrastado e nem todos os textos possuem a força arrasadora do jab no queixo que vem com a leitura do primo famoso.

Em Aurora voltamos à eterna obsessão de Nietzsche em criticar e mostrar a estupidez dos presentes sistemas morais no qual a humanidade está mergulhada. Seus insights versam sobre a hipocrisia da religião e sobre os riscos de substituirmos um sistema baseado na fé em Deus por outro sistema baseado em uma aceitação cega na razão e no cientificismo.

Nietzsche postula a necessidade de transposição dos valores atuais e a criação de um novo tipo de homem, focado no presente, que abrace a vida, que não se deixe subjugar por promessas transcendentes de vida além túmulo ou por promessas de criar uma sociedade sem classes. Nietzsche acredita na diferença. Sua obra defende o fim da sociedade que se alicerça na moral de defesa do fraco , alerta contra a maioria ignorante que criou um mundo que premia a mediocridade e tenta calar os que se levantam contra a vulgaridade . E contra esses, o autor não poupa o chicote.

– Manuel Sanchez

 

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