Fernando Pessoa niilista 


A levíssima brisa 

Que sai da tarde morna 

Na minha alma imprecisa — 

Imprecisão entorna.
Nada conduz a nada, 

Nada serve de ser 

No sossego da estrada 

Nada vejo viver.
Meu conhecer é triste 

O que é que tem razão? 

Nada, e o nada persiste 

Na estrada e no verão.

(Fernando Pessoa)

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Autor: Manuel Sanchez

Leitor compulsivo, amante das viagens e da boa mesa. Sou um sujeito que acredita no charme da simplicidade, que riqueza é ter tempo e que se esforça para passar longe da vulgaridade.

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