Crônicas e Afins: memórias tecidas na varanda 


É curioso como certas mensagens grudam na cabeça da gente.  Ficam ali, esquecidas. Mas nunca apagadas. Moldes que vão disparar tantas reações no futuro. Disposições que nos levam em caminhos de alegrias ou de repetições nem sempre felizes. Seríamos nós programados pelos sons, mensagens e imagens que nos cercam?

Eu fui criado no subúrbio. Apartamento de frente para a rua, muito barulho e muita poeira. Cresci ouvindo minha mãe falando que um dia queria se mudar. Um local alto, longe do barulho e no qual pudesse ver o mar. Não precisava nem entrar na água. Mas era importante para ela que pudesse  ver o mar. Era uma imagem de liberdade.  Era um sonho de paz. Uma visão de um cantinho sossegado.

Os anos passaram. Milhões de coisas aconteceram. Ela se foi. Antes do tempo. Antes que fosse certo. E antes que eu tivesse me tornado quem sou hoje.

No dia em que comprei minha casa foi em um andar alto. Longe do barulho. Posso ver o mar todos os dias. É raro eu ir na praia.  Mas o importante para mim é que sempre posso ver o mar. Sempre me traz sossego.  Me conecta com alguma coisa imaterial.  

Memórias que nunca são apagadas. 

– Manuel Sanchez, ” posso ver o mar (memórias tecidas na varanda) ” 

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Autor: Manuel Sanchez

Leitor compulsivo, amante das viagens e da boa mesa. Sou um sujeito que acredita no charme da simplicidade, que riqueza é ter tempo e que se esforça para passar longe da vulgaridade.

2 comentários em “Crônicas e Afins: memórias tecidas na varanda ”

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