Filósofos da Antiguidade: Arquelaus

” O justo e o torpe não existem por natureza, e sim por convenção”

– Arquelaus, Sec IV aC, mestre do filósofo Sócrates em citação na obra Vida e Obra dos Filósofos ilustres de Diogenes Laercio.

Arquelaus é considerado o último dos filósofos naturalistas da antiga Grécia. Suas preocupações giravam sobretudo na descrição de sistemas que explicassem a formação e funcionamento da natureza, sendo a gênese do que hoje chamaríamos de Física.

Segundo Diogenes laercio, historiador do Sec.  III dC que tratou dos sistemas dos antigos filósofos gregos, Arquelaus foi mestre de Sócrates e além das preocupações com os sistemas físicos também tratou sobre ética e estética apesar da obra de Laercio não trazer maiores informações sobre seus pensamentos nessas áreas.

Seu discípulo Sócrates deixou de lado as preocupações com sistemas que explicassem a formação e composição da matéria, sendo o primeiro filósofo grego a tratar unicamente sobre ética.

Filósofos da Antiguidade: Anaximandro 


Trecho da obra “Vida e Doutrina dos Filósofos Ilustres” de Diogenes Laercio,  Sec.  III  dC,  sobre a biografia e doutrina dos filósofos da antiga Grécia.

Apesar do próprio Diogenes laercio descrever que se apoiou em obras congêneres para escrever seu livro, a maior parte delas não sobreviveu ao tempo. Assim, a obra de Diogenes é fundamental como registro e depositário de trechos e sistemas filosóficos que se perderam na história do pensamento.

Neste capítulo, o historiador trata de Anaximandro, filósofo que viveu no Sec VII aC. É de se observar que ele menciona que Anaximandro já defendia um sistema com terra esférica tendo inclusive construído um globo terrestre para representar as terras e o mar, além de deduzir que a lua não tinha luz própria apenas refletindo a luz do sol.   

Vamos repetir: Sec. VII aC. Anaximandro foi um dos filósofos ditos naturalistas, o que chamaríamos de uma gênese dos estudos de Física e da natureza e já nesta época descreveu um sistema que tratava da esfericidade do planeta. 

Arte do dia: Salomé 

O ponto de encontro das vidas de Salomé e João Batista (primo de Jesus) foi retratado inúmeras vezes nas artes.  

O historiador Josefo em Antiguidades Judaicas (ano 94 d.C) conta que Herodes Antipas havia prendido preventivamente João Batista nas masmorras do castelo devido ao crescimento da popularidade deste entre as camadas populares e o receio de tumultos políticos. Josefo não trata da morte do profeta.

No novo Testamento, conta-se que após ver sua sobrinha Salomé  dançando sensualmente em um espetáculo na corte, Herodes prometeu realizar qualquer um dos seus pedidos.  A mãe de Salomé estava recentemente casada com Herodes após ter ficado viúva do rei anterior, irmão de Herodes. Quando estava livre, João Batista criticava abertamente  o casamento chamando-os de adúlteros. Aproveitando-se da promessa feita a sua filha, a rainha pede que Salomé exija a morte de João Batista. 

Inúmeros artistas retratam a entrega para Salomé da cabeça de João Batista, servida em uma bandeja. 

Oscar Wilde tratou do tema na peça “Salomé” e abaixo temos o quadro de Caravaggio  (1610) sobre o mesmo assunto  

– Manuel Sanchez