Schopenhauer e o Amor

 

Para  o filósofo alemão Artur Schopenhauer, os relacionamentos amorosos seguem uma lógica própria. Nada é mais importante na vida humana do que a busca pelo amor e ele entendeu muito bem o grau da força que nos invade a alma quando somos envolvidos ou dominados pela paixão.

Contudo, para Schopenhauer, a paixão nada tem a ver com a busca da felicidade. Nada. 

A intenção do filósofo era nos libertar das expectativas nos relacionamentos que levam ao sofrimento.

Para ele, o erro estaria em associarmos o amor à felicidade. Não podemos evitar de nos apaixonar, afinal a biologia é mais forte que a razão; porém, com esse objetivo, muitas vezes nos atraímos pelo nosso oposto. Caminho para o sofrimento.

Isso ocorre porque o que rege a atração, segundo ele, não é o racional, mas a busca do parceiro ideal para a procriação – não importa a convivência.

Shopenhauer, assim, nos aproxima dos animais no quesito amoroso, ressaltando os instintos sexuais  que há em nós e que nos levam a busca pela(o) parceira(o) e associa a paixão ao fogo que nos move ao sexo. Pensamentos que foram desvalorizados pela tradição, pelas normas sociais e  ao longo da história da filosofia que tenta valorizar a razão em detrimento dos sentimentos mais animalizados que temos em nós.

Como o amor se resume à busca pelo sexo – disfarçada com todas as belas frases e convenções criadas pela sociedade – os relacionamentos amorosos serão sempre palco de mentiras e traições, uma vez que um dos parceiros estará sempre atrás de mais sexo para aplacar suas necessidades fisiológicas: único motor que move nossas paixões.

Não admira que o filósofo seja ligado diretamente ao pessimismo na filosofia.

Alain de Botton: Em Busca de Felicidade e de Sentido na Vida

 Alain de Botton é um filósofo pop: escritor, apresentador de TV e de programas de rádio.

Seu foco tem sido o de trazer a Filosofia das nuvens de discussões etéreas e de linguajar técnico inacessível, para nosso mundo do dia a dia e ajudar-nos a resolver problemas práticos da nossa vida e da nossa psique.

Longe de textos complicados e da utilização ou criação de um léxico próprio que só os estudiosos têm acesso, seus livros são diretos e objetivam utilizar as discussões filosóficas para nos trazer alento, fazendo pensar e buscando aquilo que todos precisamos: sentido.

Nesta palestra do Alain de Botton parte do ponto de vista ateísta para defender a busca de um Humanismo e da criação de laços de solidariedade de grupo que encontra-se no seio dos grandes grupos religiosos.

Recusando as crenças doutrinárias, ele tenta utilizar os pontos fortes das religiões para a criação de laços afetivos e para a repetição dos valores humanos mais essenciais.

97% Privado: como funciona o sistema financeiro

Documentário sobre a criação da moeda, o controle bancário e o papel da formação de dívida na criação do meio circulante usando o sistema de reservas fracionárias.

Através da emissão de dívidas, os bancos criam o dinheiro colocado em circulação, em um círculo sem fim onde a origem do dinheiro nas economias modernas é lastreado unicamente em dívidas.

Este e outros documentários e entrevistas podem ser encontrados em nossa seção sobre Economia e Finanças.

Religião para Ateus (Alain de Botton)

Pequenas entrevistas e inserções com o filósofo Alain de Botton sobre a desnecessidade da religião para  a vivência dos conceitos morais e o papel da Arte na criação da concepção de nossos ideais e valores.