Bukowski: fim de amores 2

Agora ela se foi e estou aqui sentado e bêbado e meus olhos parecem molhados de lágrimas. Está tudo muito silencioso e sinto como se um arpão estivesse atravessado no meio das minhas tripas. Caminho até o banheiro e vomito. Piedade, eu penso, será que a raça humana não sabe nada sobre piedade?

– O amor é um cão dos diabos 

Bukowski: fim de amores 

(…) As relações humanas são estranhas. Quer dizer, você passa um tempo com uma pessoa, comendo, dormindo, vivendo e amando, conversando com ela, indo aos lugares – e, um dia, tudo acaba. 

– Charles Bukowski no livro “Mulheres”

Fernando Pessoa: a mais formosa morena 

Os versos da minha pena 

Buscam, como o fogo o céu, 

A mais formosa morena 

Que meu coração conheceu.

Por te buscar, minha vida 

Deixei o meu coração 

Por isso ela nem já sente 

E ele já não vive, não.

Teu coração pesa muito 

Na balança do amor; 

Há cousas que muito pesam 

E não têm nenhum valor.
(Fernando Pessoa)

O absurdo da vida. A felicidade da vida. O destino é você quem faz.

(…) A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Ocorre do mesmo modo o sentimento do absurdo nascer da felicidade […] toda a alegria silenciosa de Sísifo está aí. Seu destino lhe pertence. Seu rochedo é sua questão.

– Albert Camus no ensaio “O Mito de Sísifo” 

Sabedoria de Hamlet 

“Acima de tudo sê fiel a ti mesmo, Disso se segue, como a noite ao dia, Que não podes ser falso com ninguém”. (Cena III, ato I)

Nada em si é bom ou mau; tudo depende daquilo que pensamos.” (Cena II, Ato II)

Aquilo que prometemos no calor da paixão, acalmada a paixão, é por nós abandonado.”(Cena II, Ato II)

A todos, teu ouvido; a voz, a poucos; ouve opiniões, mas forma juízo próprio.” (Cena III, Ato I)

“O hábito, esse demônio que devora todos os sentimentos” (Ato III, Cena IV)

“Preciso ser cruel para ser bom” (Ato III, Cena IV)

“Se tem de ser já, não será depois; se não for depois, é que vai ser agora; se não for agora, é que poderá ser mais tarde. O principal é estarmos preparados, umas vez que ninguém sabe o que deixa”(Ato V, cena II)

“O resto é Silêncio” (Cena II, Ato V)

Shakespeare,  Hamlet