Iniciação em Filosofia – bons livros para começar

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Você já se interessou em ler algum livro de filosofia? Mergulhar nas perguntas existenciais e nos pensamentos dos homens que moldaram para o bem e para o mal as ideologias humanas? Conseguiu passar das primeiras páginas enfrentando o jargão obscuro e as ideias fora do senso comum?

Se você respondeu que sim e começou da mesma forma atrapalhada que eu – um leigo curioso que adora livros –  partiu direto para ler o texto puro dos autores clássicos.

Obviamente, sem nenhuma base, preparação, noção de enquadramento histórico ou a menor suspeita de qual foi a base familiar, religiosa e social que cercou tais pensadores, o resultado provavelmente foi de desânimo com o resultado alcançado. Excelentes livros acabaram sendo encostados em algum canto, esquecidos por anos.

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Sem uma base anterior, é insuportável ler qualquer distinção kantiana entre mundo numênico e mundo fenomênico, aguentar os arroubos de racismo de Nietzsche, a misoginia de Schopenhauer ou mesmo admirar-se com o pragmatismo de Maquiavel.

É necessário um enquadramento histórico para passar pelo  pensamento antidemocrático de Platão (que muitos apontam como as origens do totalitarismo ideológico)  ou a defesa oligárquica feita por Aristóteles. Caso contrário, a  vontade será a de arremessar o livro pela janela.

Mas tem muita coisa interessante quando aprendemos a separar o pensamento central das obras de todas as arestas históricas e contingências do individuo.

Ler os textos puros, sem intermediários é ótimo.

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Mas o primeiro passo é procurar um bom guia nos momentos iniciais. Não existe vergonha alguma em começar com ajuda.

Longe de esgotarem o assunto, servem como professores para os passos iniciais.

Após as leituras dos manuais, indico a leitura dos autores per si.

Claro que nada substitui a leitura do texto original e a análise pessoal dos pensamentos filosóficos expostos e resumidos a seguir. Minha lista de indicações para começar a leitura das obras per si pode ser acessada nos links da série  “Depois dos manuais: obras filosóficas, psicológicas e sociológicas para curiosos” (parte 1, parte 2,  parte 3 e parte 4 por enquanto…). 

Nosso blog está repleto de posts e documentários sobre os grandes nomes da filosofia.

Boas leituras e comente sempre que possível!

 

81tYVDo7ugLI) História da Filosofia Ocidental

e História do Pensamento Ocidental

– ambos de Bertrand Russel

O autor é um dos guias espirituais desse blog e já foi abordado em detalhes em um post anterior.

Indico os dois livros de Bertrand Russel que confundem pelos títulos parecidos. 

Em “História da Filosofia Ocidental”, Russel trata das origens da filosofia e de sua evolução histórica narrando a biografia, o contexto social  em que viveram os filósofos estudados e dissecando as principais obras que moldaram  o pensamento ocidental.

O livro é apresentado em ordem cronológica para facilitar o entendimento. Cada capítulo pode ser lido pelo leitor iniciante e também pelo mais especializado, já que o texto segue em uma ordem crescente de aprofundamento.

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O segundo livro, “História do Pensamento Ocidental”, começa contando sobre o background histórico e cultural da Grécia pré-socrática para seguir divagando sobre os inúmeros conceitos filosóficos de Sócrates, Platão e Aristóteles.

Os capítulos seguintes  desaguam na filosofia medieval, com explicações sobre os conceitos definidores da Escolástica, passa ao período do Ilumismo e alcança a filosofia contemporânea do inicio do séc. XX.

O livro é focado mais nas escolas e vigas de sustentação do pensamento filosófico e não se preocupa com um estudo individual de cada pensador.

Juntas, as duas obras de Bertrand Russel se complementam e tem material de estudo para iniciantes e iniciados.

 

II) Uma Breve História da Filosofia –  autor: Nigel Warburton

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É o livro que eu queria ler há muitos anos e não sabia. Básico e direto.

São as aulas de filosofia que deveriam ser ensinadas no colégio.

O livro é estruturado em 40 capitulos que trazem, em ordem cronológica, as ideias centrais dos principais filósofos ocidentais desde Sócrates, Platão e Aristóteles até os dias atuais.

A cada capitulo somos apresentados ao autor e a um resumo de sua época e circunstâncias históricas.

Escrito em linguagem clara, sem enrolação, fazendo uma ponte com as ideias que se repetem ou são desenvolvidas séculos depois da semente inicial; o livro traz o entendimento do desenvolvimento e das rusgas e batalhas do campo do pensamento.

 

III) Justiça – autor: Michael Sandel

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O autor é professor de Harvard e seu livro é na verdade um curso disputado que ministra na universidade.

O livro tem um formato diferente e se preocupa em analisar não os filósofos per si, mas sim as grandes linhas de pensamento filosófico com suas questões básicas e sempre trazendo exemplos e questões morais dos nossos dias demonstrando que o embate diário é repleto de questões éticas e morais: aborto, suicidio, capitaismo e livre mercado, eleições livres…. o autor consegue mostrar todos os ângulos filosóficos existentes por trás desses temas tormentosos.

A obra mostra que as divisões, lutas e rusgas da filosofia estão por trás da maneira de ver o mundo e que estas influenciam a política e por fim as normas jurídicas que nos regem.

Divide-se em três grandes linhas de análise: o pensamento libertário, a filosofia utilitarista e o pensamento kantiano.

A partir dessas linhas mestras o professor começa a explicar não só as origens, mas as consequências e desdobramentos de cada uma dessas vertentes filosóficas em assuntos atuais como aborto, casamento gay, suicídio assistido, livre mercado, exploração sexual, legalização da prostituição, combate ao crime, descriminalização de drogas, privatização de serviços médicos, bônus para professores, cotas raciais etc…

Uma leitura ótima e que traz a filosofia para o noticiário do dia a dia.

Mais do que isso, um livro inteligente que faz pensar e nos coloca em contato com perguntas que muitos preferem ignorar.

 

IV) As consolações da Filosofia – autor: Alain de Botton

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Este não é exatamente um manual, já que o livro não trata da evolução do pensamento filosófico e nem deseja estruturar o corpo de conhecimento em escolas. Mas acredito que é válido constar nessa lista porque traz a filosofia para perto dos problemas do nosso dia a dia, propondo formas de encararmos a vida e atingirmos o autoconhecimento. E para mim, esse é objetivo máximo socrático: conhecer a si mesmo, fazer as escolhas adequadas e viver com essa responsabilidade. 

Nesta obra, o escritor traz grandes inadequações que qualquer ser humano já teve na vida e nos brinda com a biografia e com os pensamentos de seis grandes filósofos e de como eles abordaram ou encararam os problemas: Sócrates, Epicuro, Sêneca, Montaigne, Schopenhauer e Nietzsche.

De certa forma, o livro abrange em saltos históricos vários dos principais pontos da filosofia aplicados à nossa vida cotidiana, tratando da impopularidade, dificuldades financeiras, o controle da ira, a inadequação intelectual, a dor de um coração partido e a luta nas adversidades.

 

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V) A Vida que Vale a Pena ser Vivida – Clóvis de Barros Filho

Neste livro, o autor discorre sobre a busca do ser humano sobre os elementos que dão valor e sentido à nossa vida.

Nessa missão, a cada capítulo,  percorremos as idéias platônicas, o pensamento de Aristóteles sobre as virtudes, a escola estóica, os utilitaristas ingleses, a filosofia de Espinoza, Kant entre outros.

Como resultado, acabamos por perceber que a humanidade busca sentido e valoriza conceitos e estilos muito diferentes, às vezes antagônicas e que no fim não existem fórmulas prontas em nenhum manual.

Cabe apenas a nós próprios fazer as escolhas e viver com elas, com seus bônus e ônus; dores e delicias. Gostei muito desse livro.

 

 

VI) A Filosofia explica as grandes questões da Humanidade – Clóvis de Barros Filho

Nesta obra bem curta e didática, o autor apresenta os rudimentos das indagações filosóficas, sendo um excelente livro para quem deseja começar a entrar no mundo da filosofia. Cada capítulo é dedicado a uma das grandes questões que rondam a cabeça do homem: de onde vem o pensamento, se existe uma razão para nossa existência, se existe algo como uma essência humana, como criamos nossa identidade, a busca da felicidade, as exigências do dever etc…

Ao longo do livro são salpicados conceitos e muitos exemplos, de forma bem leve e desconstraida, sendo sugerido uma lista de livros e autores para aqueles que desejarem mergulhar nos estudos.

 

VII) Aprender a Viver – Luc Ferry

Delicioso manual de filosofia com linguagem simples e direta que se propõe a explicar os paradigmas filosóficos que moldaram o mundo clássico, a Idade Média, a Modernidade e o mundo contemporâneo.

Em cada capítulo o autor nos esclarece os pontos cruciais do pensamento de cada época e como eles proporcionaram a visão filosófica com a qual identificamos os diferentes momentos históricos.

Acredito que é um manual tão bom que deveria ser lido na base de qualquer estudo sobre filosofia. Um dos melhores manuais para iniciantes que tem no mercado, na minha opinião. 

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Filosofia Pop: Sartre em Video Game ou Você Gosta de Ser Livre?

E se você gosta de ler sobre o existencialismo Sartreano, talvez queira ver nossos outros posts sobre o tema clicando neste link.

Filosofia nos Quadrinhos: Lúcifer, Estrela da Manhã

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 Lúcifer, estrela da manhã é um personagem de quadrinhos do selo Vertigo e para mim a melhor versão já retratada em qualquer mídia. Inicialmente, ele surge idealizado por Neil Gaiman como um personagem secundário nas páginas da aclamada série de quadrinhos Sandman; e depois é detalhado e expandido por Mike Carey em título próprio, utilizando-se de todos os mitos judaicos e cristãos sobre os anjos e suas batalhas, não deixando de mencionar as histórias de cunho místico que não se vinculam a nenhuma das religiões principais.

Sim, Lúcifer é a história atual do personagem mencionado no Gênesis bíblico.

Mas pouco tem a ver com a imagem de uma criatura suja, feia, maldosa, mentirosa, envolvida com a perversidade e desejosa de criar pequenas maldades ao ser humano.

O personagem dos quadrinhos tem mais semelhanças com o Lúcifer do clássico inglês  “Paraíso Perdido” de John Milton: uma figura bela, que exala liderança, apaixonada, soberba, ciente de sua força e de sua inteligência. Uma alma nobre, atormentada, de natureza aristocrática e dotado de um código de honra que segue à risca. O Lúcifer de John Milton e dos quadrinhos do selo Vertigo tem esse ar de desprezo pela fraqueza, de pouco caso com os que aceitam a obediência. Desprezo pela moral dos fracos, dos que ficam à espera de um mundo melhor no por vir.

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Preferido do Criador, o Portador da Luz é um ser amargurado por se sentir traído por Deus ao descobrir que uma eternidade de serviços prestados será ignorada em prol de uma nova raça criada pelo Senhor: os homens. Claramente inferiores aos Anjos, sem sua beleza, inteligência e força, mas que receberão o maior presente de Deus – negado aos Anjos – o livre arbítrio.

Em sua fúria ao ter todo seu amor e serviço não valorizados e em ter negado o direito ao livre arbítrio, Lúcifer articula uma rebelião nos Céus, sendo por fim derrotado por Miguel Arcanjo.

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Derrotado, jogado ao Inferno com sua hoste de seguidores, Lúcifer por fim transforma a derrota em conquista, declarando aos seus seguidores o direito de tomar suas próprias decisões, seguirem seus desejos, reinando a seu modo.

“É melhor reinar no Inferno do que servir no Paraíso”; ou seja, é melhor criar a sua própria identidade e traçar o próprio destino – mesmo que difícil e espinhoso – do que seguir ordens, aceitar um papel estabelecido pela sociedade (mesmo que divina) e negar a própria individualidade.

Esta frase de Lúcifer ao ser remetido ao Inferno é a afirmação da individualidade; a confirmação da modernidade. A assunção do “Eu posso”.

É deste personagem Miltoniano – e não do bíblico – que Neil Gaiman bebe para contar a história de Lúcifer, quando o mesmo percebe que NÃO, ele ainda não tem seu livre arbítrio. Que seu reinado individual no Inferno é falso.

lucifer16Afinal, as almas humanas condenadas são todas destinadas ao Inferno por ordem de Deus, sem qualquer interferência de Lúcifer que continua sem poder decidir quem fica ou não em seus domínios.

Finalmente percebe que o Inferno é apenas mais um dos reinos de Deus, sendo ele – Lúcifer – apenas um gerente em nome do Criador para cuidar de um canto destinado aos sofrimentos impostos pela Ordem Divina.

É Deus quem decide as regras de salvação ou condenação da alma e quem envia ao Inferno ou perdoa os atos. O julgamento das ações humanas é sempre de Deus, nunca de Lúcifer. Este apenas recebe as almas mandadas por uma Ordem Superior.

A identidade que Lúcifer orgulhosamente acreditava ter criado para si mesmo era falsa, imposta de fora, determinada por Deus, uma vez que seu reino continuava submetido às decisões tomadas nos Céus.

Lúcifer percebeu que estava sendo enganado. Ele não reinava. Obedecia. Ele não era livre, mas mantinha seus vínculos de vassalagem com o Todo Poderoso.

Finalmente lhe ocorre que toda sua vida, seus serviços, a Rebelião, a administração do Inferno – TUDO – já havia sido predestinado por Deus em seu Reino, retratado sempre como uma sociedade hierarquizada, de papéis definidos, onde não é permitida a decisão livre e espontânea.

lucifer01Na obra de Neil Gaiman “Sandman, Estação das Brumas”, parte da vasta coleção do personagem Sandman, temos o primeiro contato com o  personagem Lucifer.  Nesse livro, o autor  leva a busca pelo livre arbítrio de Lúcifer ao extremo, quando ele abandona as chaves do Inferno, corta suas asas e ruma para a Terra, abrindo um piano bar e vivendo entre os humanos.

Simplesmente uma mudança de paradigma total que inicia uma saga contando as histórias de Lucifer vivendo entre os humanos e as criaturas sobrenaturais que andam pela Terra.

É esse personagem livre e sem vínculos, aristocrático, gentil e vaidoso, vivendo entre os humanos e dono de um piano bar chamado “Lux” – em Los Angeles (óbvio!) – frequentado por místicos, bruxos e demônios que o escritor Mike Carey conduzirá em uma série própria que durou 75 números.

A série de quadrinhos é filosófica. Discute a questão do livre-arbítrio e da predestinação, a criação da identidade, a ansiedade da responsabilidade pelas próprias decisões e pela criação do próprio destino em um mundo que está sempre em mudança; onde a noção de hierarquia está deteriorada e não existem mais papéis fixos.

De certa forma, o personagem Lúcifer está até o pescoço envolvido com todos os assuntos que sociólogos como Zygmunt Bauman retratam na atual modernidade líquida.

Ao contrário da noção bíblica, Lúcifer nunca mente. Ele deseja, articula, persegue… mas nunca mente. Esta é a base da moralidade do personagem, que persegue o mote de nunca mentir como um verdadeiro imperativo categórico Kantiano.

Lucifer_Liege_Luc_ViatourAr aristocrático, mente nobre, gosto refinado, ele expõe claramente o que deseja deixando aos terceiros que o encontram a decisão de se unirem ou não a ele – e enfrentarem as consequências de suas PRÓPRIAS decisões, falsidades e mentiras.

Lúcifer se vê como uma criatura que refuta as noções de bem e mal pré-estabelecidas seja por Deus, pelos demais anjos ou pelos homens. A idéia de que sua identidade foi forjada na polifonia dos simbolos e signos do mundo exterior destrói sua alma. Ele quer forjar seu caminho.

Compaixão não está em seu vocabulário. O personagem é praticamente um seguidor não declarado da filosofia de Friedrich Nietzsche. Existem seres destinados para a grandeza e outros destinados a servir; sempre existirão ovelhas que preferem seguir um pastor a tomar suas próprias decisões. E usar de suas mentes fracas para alcançar objetivos superiores não é um problema.

Ou seja, além do deleite dos quadrinhos, o argumento e diálogos são perfeitos para discussões filosóficas e comparações entre autores variados.

As aventuras de Lúcifer o colocam rumo ao seu grande desejo: a criação de um Universo próprio, em paralelo e mesmo em oposição ao universo de Yahweh, o Deus judaico cristão, seu pai. A concepção psicanalitica freudiana da oposição entre pai e filho permeia toda a obra. 

Tais manobras o colocam em rumo de colisão com diversas entidades místicas, deuses mortos de sociedades antigas e claro, com as hostes de anjos que enfrentou no passado da Rebelião original. Ao longo de 75 números, Lúcifer visita seus antigos domínios, passa pelas representações dos Infernos da mitologia oriental, até chegar à sua antiga moradia na Cidade dos Anjos e ter sua conversa definitiva com Deus.

Uma obra de fôlego impressionante que vai sendo contada em um crescendo. Mike Carey domina a arte do clímax literário.

Sandman - Estação das brumasNão é um quadrinho para ler fora de ordem.É uma novela mesmo. E das boas.

A quem interessar, tem que começar com a obra do Sandman “Estação das Brumas” (que se situa ali pelo meio da série de Sandman) e depois partir para o título solo de “Lúcifer”, com os 75 números na ordem. Tudo tem ligação na saga e referências entre diálogos dos primeiro números com acontecimentos da parte final são abundantes.

Um personagem atormentado de dúvidas, mas que não permite que elas o travem. Ao contrário, estas o impelem sempre a agir, atuar e criar. Nietzsche em estado bruto. Não tenho como esconder minha preferência. É a melhor série de quadrinhos já produzida.

A série foi posteriormente adaptada para a televisão em um seriado fraco, sem substância e que em nada lembra os quadrinhos.

Guia Rápido do Blog: Explicando os Conceitos

Para facilitar a vida dos leitores, criei a série “Guia Rápido do Blog” para acessar os links relativos a determinado assunto que escrevi no Blog. 

Neste, temos uma lista da série “Explicando os Conceitos“, onde tento destrinchar conceitos chave no entendimento da obra de alguns autores. 

Espero que ajude,

Manuel Sanchez

  1. Amor Fati em Nietzsche
  2. Ética da Virtude v. Ética do Dever (Aristóteles v. Kant)
  3. Hobbes: O Homem é Lobo do próprio Homem
  4. Nietzsche e a Religião v. Super-Homem
  5.  O Eterno Retorno em Nietzsche
  6. Sartre: A Existência Precede a Essência
  7. Kant e o Imperativo Categórico
  8. O Estado de Natureza em Hobbes e em Rosseau
  9. Descartes: Penso, Logo Existo
  10. Nietzsche: Deus está Morto
  11. O Totalitarismo em Platão
  12. O Homem como Ser Político e o Estado Aristotélico
  13. David Hume: paixão determinística vs livre-arbítrio
  14. Epicuro e o Paradoxo do Mal na existência humana
  15. Maquiavelismo Político
  16. Sartre e os limites da liberdade de escolha: conceito de situação
  17. A percepção em Berkley