Filósofos da Antiguidade: Arquelaus

” O justo e o torpe não existem por natureza, e sim por convenção”

– Arquelaus, Sec IV aC, mestre do filósofo Sócrates em citação na obra Vida e Obra dos Filósofos ilustres de Diogenes Laercio.

Arquelaus é considerado o último dos filósofos naturalistas da antiga Grécia. Suas preocupações giravam sobretudo na descrição de sistemas que explicassem a formação e funcionamento da natureza, sendo a gênese do que hoje chamaríamos de Física.

Segundo Diogenes laercio, historiador do Sec.  III dC que tratou dos sistemas dos antigos filósofos gregos, Arquelaus foi mestre de Sócrates e além das preocupações com os sistemas físicos também tratou sobre ética e estética apesar da obra de Laercio não trazer maiores informações sobre seus pensamentos nessas áreas.

Seu discípulo Sócrates deixou de lado as preocupações com sistemas que explicassem a formação e composição da matéria, sendo o primeiro filósofo grego a tratar unicamente sobre ética.

Filósofos da Antiguidade: Anaximandro 


Trecho da obra “Vida e Doutrina dos Filósofos Ilustres” de Diogenes Laercio,  Sec.  III  dC,  sobre a biografia e doutrina dos filósofos da antiga Grécia.

Apesar do próprio Diogenes laercio descrever que se apoiou em obras congêneres para escrever seu livro, a maior parte delas não sobreviveu ao tempo. Assim, a obra de Diogenes é fundamental como registro e depositário de trechos e sistemas filosóficos que se perderam na história do pensamento.

Neste capítulo, o historiador trata de Anaximandro, filósofo que viveu no Sec VII aC. É de se observar que ele menciona que Anaximandro já defendia um sistema com terra esférica tendo inclusive construído um globo terrestre para representar as terras e o mar, além de deduzir que a lua não tinha luz própria apenas refletindo a luz do sol.   

Vamos repetir: Sec. VII aC. Anaximandro foi um dos filósofos ditos naturalistas, o que chamaríamos de uma gênese dos estudos de Física e da natureza e já nesta época descreveu um sistema que tratava da esfericidade do planeta. 

Você está vivendo igual gado, sendo tocado até o matadouro? ● Pedro Calabrez

Tem um pouco de Estoicismo e um tanto de existencialismo neste extrato da palestra. 

Sartre falava que não temos controle sobre a situação em que nascemos mas  somos responsáveis por construir o melhor que pudermos daquilo que a vida fez conosco. Sem vitimismo. Aceitando a responsabilidade pela própria construção da individualidade.  

Os estóicos alegavam que deveríamos nos preparar para as perdas e mesmo para a morte. Mas não como um pensamento mórbido, mas sim para vivermos com mais intensidade a própria vida. Preparados para a dor mas aproveitando a felicidade. Libertamo-nos do apego mas buscando a tranquilidade.  

Nietzsche postulava o amor fati. Aceitar as imposições da vida mas amá-la e goza-la com prazer. Amar o mundo real. Viver o presente. Não se trata de ter uma vida aloprada e inconsequente, mas cuidar do presente e saborea-lo. 

– Manuel Sanchez 

Schopenhauer: sábios e tolos 

“De maneira geral, decerto, os sábios de todos os tempos sempre disseram o mesmo, e os tolos, quer dizer, a maioria incomensurável de todos os tempos, sempre fizeram o mesmo, a saber, o contrário: e assim seguirá sendo.”

Arthur Schopenhauer in Aforismos para a Sabedoria de Vida

Explicando os conceitos: O homem é o lobo do homem 

“Homo homini lupus”, é uma sentença latina que significa: “O homem é o lobo do homem”.

A frase original é de  Plauto, dramaturgo romano de comédias e farsas que viveu de 254 a 184 a.C. 

Foi popularizada, bem mais tarde no século XVII, pelo filósofo inglês Thomas Hobbes, autor da obra O Leviatã, no qual defendia que através do contrato social, os homens entregaram parcela de sua liberdade ao Estado para que este controlasse os impulsos de destruição e barbárie que nos dominam no estado de liberdade.

Para Hobbes, o homem livre é um lobo raivoso sempre pronto para atacar os seus semelhantes e se valer da força para sua própria satisfação. Seria então necessário o controle e a força do Estado para retirar dos cidadãos essa liberdade absoluta colocando-os sob o império da lei. 

Obviamente nunca existiu o aludido contrato social.  Trata-se de uma ficção política para explicar o Estado e a formação da sociedade.  

Posteriormente, Jean Jaques Rousseau traria uma visão diferente do contrato social e da vida em sociedade.  Em Rousseau, o homem fora do estado vivia em harmonia e em paz com todos que encontrava.  Teria sido a criação do Estado que ordenando os homens em leis e regras, criou a mola de inveja e destruição. Rousseau falava do bom selvagem, outra figura fictícia que só existiu nos livros. 

– Manuel Sanchez