Guy Debord: Você vive para ser visto?

Merlí discutindo Guy Debord em sala de aula. Conhecem o seriado?

Eu não sei quanto a vocês mas ultimamente cansei das redes sociais. Eu gostava antigamente, mas hoje mantenho Facebook apenas para acompanhar algumas páginas de que gosto e ser lembrado dos aniversários de amigos. Não sigo ninguém, sejam amigos ou familiares. É raro postar fotos pessoais. Saí do Instagram. E no WhatsApp saí de quase todos os grupos (mantenho o de trabalho por necessidade profissional).

Quem quer falar comigo entendeu que tem que me ligar e tomamos um chopp no mundo real. Gostei bem mais assim. Além de ter multiplicado meu tempo e cessado uma série de discussões estéreis, este contato meramente virtual e postagens de fotos são um tédio.

– Manuel Sanchez

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Império das imagens

Nunca a tirania das imagens e a submissão alienante ao império da mídia foram tão fortes como agora.

Nunca os profissionais do espetáculo tiveram tanto poder: invadiram todas as fronteiras e conquistaram todos os domínios – da arte à economia, da vida cotidiana à política – passando a organizar de forma consciente e sistemática o império da passividade moderna.”

– Guy Debord, em “A Sociedade do Espetáculo”.

Explicando os conceitos: Platão e o mundo das idéias

Para Platão, o verdadeiro ser das coisas é a “essência” que não muda, perfeita em todas as suas concepções. O que vemos com nossos olhos e percebemos com nossos sentidos não atinge essa verdadeira “essência”.

Como no mundo em que vivemos tudo está em permanente mudança, tal essência imutável não participa do dia a dia das decisões e experiências humanas.

Não podendo existir nas coisas materiais, mutáveis e passageiras, Platão colocou a “essência” em outra dimensão, que denomina “mundo inteligível”, oposto ao “mundo sensível” em que nos encontramos.

Somente as essências, também chamadas “universais”, existem verdadeiramente, sendo a imutabilidade o sinal distintivo da realidade completa, sem falhas.

As coisas, perecíveis, arrastadas pela onda eterna da mudança, existem na medida em que são meros constructos das essências, cópias mal feitas das Ideias ou Formas existentes no mundo inteligível .

Para nos afastarmos do mundo sensível e atingirmos algum vislumbre das Idéias perfeitas do mundo inteligível, Platão coloca como único instrumento o uso da razão pura.

Essa dicotomia entre corpo e razão – ou corpo e alma, na releitura platônica feita pela Igreja medieval – é o cerne do pensamento dualista que dominou o paradigma filosófico desde Platão.

– Manuel Sanchez