Guia rápido do Blog: Explicando os Conceitos

Para facilitar a vida dos leitores, segue a  lista da série “Explicando os Conceitos”, onde tento destrinchar conceitos chave no entendimento da obra de alguns autores. 

Espero que ajude,

Manuel Sanchez (Twitter:  @m1977sanchez)

  1. Amor Fati em Nietzsche
  2. Ética da Virtude v. Ética do Dever (Aristóteles v. Kant)
  3. Hobbes: O Homem é Lobo do próprio Homem
  4. Nietzsche e a Religião v. Super-Homem
  5.  O Eterno Retorno em Nietzsche
  6. Sartre: A Existência Precede a Essência
  7. Kant e o Imperativo Categórico
  8. O Estado de Natureza em Hobbes e em Rosseau
  9. Descartes: Penso, Logo Existo
  10. Nietzsche: Deus está Morto
  11. O Totalitarismo em Platão
  12. O Homem como Ser Político e o Estado Aristotélico
  13. David Hume: paixão determinística vs livre-arbítrio
  14. Epicuro e o Paradoxo do Mal na existência humana
  15. Maquiavelismo Político
  16. Sartre e os limites da liberdade de escolha: conceito de situação
  17. A percepção em Berkley
  18. A Linguagem em Wittgenstein
  19. Bakthin e os Limites do Eu e da Linguagem
  20. Pitágoras e Juvenal: Mente Sã em Corpo São
  21. Por que Sócrates foi julgado?
  22. Explicando o Niilismo em Nietzsche
  23. O mundo das Idéias Platônico
  24. A alegoria da Caverna Platônica
  25. A dinâmica inconsciente dos afetos em Espinosa
  26. Camus e o Mito de Sísifo
  27. O existencialismo de Sartre e o Sentido da Vida

Depois dos manuais: Filosofia, Psicologia e Sociologia para curiosos – parte II

Continuamos com a lista de livros indicados para os leigos e curiosos que se interessem em ler as obras dos autores, sem intermediários.

Meditacoes

Marco Aurélio:

obra: Meditações

O Imperador romano Marco Aurélio também era um homem de livros e escreveu um tratado com aforismos e pensamentos que compilam as principais idéias e pensamentos da escola estóica.

Seus pensamentos retratam um panorama de reflexões sobre a moral, o senso de dever, a busca pelo autoconhecimento e a necessidade de retidão de caráter, tão caro aos membros da escola estóica de filosofia.

São máximas e aforismos para a aplicação prática, no dia a dia dos indivíduos.

seneca

Sêneca:

obras: Da tranquilidade da alma, Sobre a brevidade da vida, A Vida retirada

Suas epístolas são reflexões sobre a vida, o papel do homem na construção de sua própria felicidade ou de suas amarguras, a necessidade de autocontrole e da criação de resiliência para ultrapassar as dificuldades que a vida nos impõe de inopino.

Sêneca foi um representante da escola estóica e sua preocupação era com o viver do homem digno, reto e cumpridor dos seus deveres com a familia e com a sociedade.

Tratava da busca individual da felicidade, mas inserida em uma vida pautada pela honra. São cartas e exortações sobre sabedoria prática.

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Sócrates e Platão

obras: A República, Apologia de Sócrates, Fredo, Fédon, O Banquete

Sócrates foi condenado pelo Tribunal de Atenas e não deixou nada escrito. Todos os seus ensinamentos e reflexões nos chegaram pela pena de Platão, seu mais famoso discípulo.

Assim, quando lemos as obras platônicas temos contato com o pensamento socrático após o filtro da análise de Platão, feito ao longo de décadas de aulas e reflexões.

É um tanto tormentoso saber o que é o pensamento original socrático e o que já vem das reflexões de Platão, que escreveu bastante até a velhice.

Platão escreveu suas obras basicamente no formato de longos diálogos. São obras seminais sobre a estruturação do estado, da discussão sobre justiça, ética e moral e mesmo sobre os destinos da alma, uma vez que a escola platônica seguia os ensinamentos reencarnacionistas da escola Pitagórica.

Normalmente os diálogos apresentam o filósofo Sócrates em debate discutindo conceitos e desconstruindo as idéias preconcebidas de seus interlocutores. Em sua maioria, os diálogos terminam sem uma conclusão sobre o tema. O estilo pouco usual para os dias modernos exige paciência e treino para avançar pelos diálogos e aceitar que o final da conversa é normalmente chegar-se à conclusão de que a dúvida é efetivamente a única postura válida e que todos os conceitos anteriores são falsos ou incompletos.

SOCRATES FRASE

É de leitura mandatória, independentemente de como o leitor se posiciona sobre as reflexões socráticas/platônicas que direcionam o estado para o controle da cultura, da censura e do totalitarismo; ou sobre o método socrático de destruição de certezas sem estruturar qualquer novo raciocínio em seu lugar ou ainda sobre suas divagações entre a oposição entre o mundo das idéias e o mundo dos fatos.

Todas as discussões filosóficas, morais ou sobre a estruturação do estado, começam a se estruturar em sua forma moderna nas palavras de Sócrates.

Não à toa, sua vida divide a história da filosofia em pré e pós-socrática, sendo que milhares e milhares e milhares de páginas foram escritas após sua vida para difundir, ampliar, rebater, estigmatizar, refutar ou glorificar suas idéias. O filósofo Alfred North Whitehead, com um pouco de exagero e uma pitada de verdade, disse uma vez que “toda a história da filosofia ocidental, resume-se a uma série de notas de rodapé à obra de Platão”

Siga para a parte III

Aventuras de 60 segundos: Religião

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O site da Open University é conhecido pelos seus vídeos e aulas gratuitos na internet.  A organização preparou aulas sobre os princípios elementares de alguns estudiosos a respeito de religião.

Aqui apresentamos vídeos de chamariz para as aulas. Eles tem cerca de um minuto (as aventuras de 60 segundos – 60 seconds adventures) mas conseguem condensar o tema da aula e sempre terminam de uma maneira bem humorada.

 

 

1)      Karl Marx – religião como ferramenta de controle social. O primeiro vídeo apresenta a ideia de Marx de que a religião é uma ilusão criada apenas para manter o controle da população.

 

2)      Auguste – religião como um ritual. Auguste Comte pensava a religião como uma evolução para um ritual humanista de glorificação de valores como a caridade, ordem e o pensamento científico.

 

3)      Bachofer – religião como uma mãe protetora. Bachofer acreditava que as primeiras religiões deveriam ter se desenvolvido como um matriarcado e que a posição hegemônica masculina só teria surgido posteriomente. Foi importante para o desenvolvimento posterior das religiões da nova era e da ideia de Gaia.

4)      Richard Dawkins – religião como um vírus. Dawkins é bastante conhecido pela sua cruzada anti-religião e sua ideia de que o pensamento religioso é contagioso, espalhando-se pelo tecido social como um vírus.

 

Sêneca: nossa cegueira e a cura amarga

É característico de uma mente fraca e doente ter medo do que não é familiar. A mente deve, portanto, ser forçada a começar. Daí em diante, o remédio não é amargo; pois assim que nos cura , começa a dar prazer.

Goza-se das outras curas somente depois que a saúde é restaurada, mas um trago de filosofia é ao mesmo tempo saudável e agradável.

– Sêneca, sobre nossa cegueira e sua cura