Morreu Adam West, o Batman 

Morreu hoje o ator Adam West, famoso por ter interpretado o personagem Batman no seriado dos anos 60. 

Sempre tenho esse seriado com carinho na memória. Lembro de ter três ou quatro anos de idade e ficar assistindo a série com minha mãe. E ao longo de muitos e muitos anos vi e revi os episódios. Era o Batman na tela e uma revistinha do Batman nas mãos aprendendo a ler. 

Era uma série alegre, brega, colorida, com um Batman barrigudo, com o Batmóvel mais bonito em qualquer mídia e com roteiros sofríveis mesmo para o padrão dos anos 60.

Como eu adorava aquilo! 

O batsinal mais engraçado e despretensioso de todos agora brilha no céu.

– de Manuel Sanchez, fã incondicional.

Filosofia e Cultura Pop: uma análise dos filmes de Batman

A filosofia normalmente é considerada por alguns como algo antigo, afastado das discussões atuais e eminentemente acadêmico. Contudo, nada pode estar mais longe da realidade.

Leitores de quadrinhos ou amantes de filmes sabem que inúmeras obras são recheadas de discussões filosóficas ou possuem as mesmas como premissas em seus roteiros. Por trás dos efeitos de personagens da cultura pop e vilões megalomaníacos, podemos iniciar vários debates e nos aprofundar em análises a respeito do conceito de poder, necessidade de controle, visão niilista do mundo, ética do dever, o valor absoluto da verdade etc..

Vou dar exemplos. O filme Matrix discute a noção de impossibilidade de garantia da realidade percebida por nossos sentidos que vem da filosofia do cogito de Descartes, além de abordar temas mais recentes como a idéia de que nossa realidade seja uma simulação de computador. O filme Inception (A Origem) tem como base a  filosofia de Berkeley de que tudo o que existe de real são nossos sentidos, não existindo distinção entre o imaginado, o vivido e o sonho. Os quadrinhos de Watchmen vão tratar desde da noção de controle e do risco das decisões de nossas vidas serem entregues nas mãos de uma minoria detentora do Poder na sociedade até o valor intrínseco da verdade quando a mentira é mais útil para salvar mais vidas humanas, caindo em cheio na discussão sobre deontologia kantiana e o utilitarismo de Stuart Mill (clique nos links para uma discussão dos temas aqui no blog).

Na última década, os filmes retratando meu personagem favorito – Batman – mergulharam também em vários conceitos da filosofia e da psicanálise para construção de seus roteiros.

Selecionei 04 vídeos do canal Wisecrack (youtube) que abordam tudo o que discutimos acima dentro da perspectiva dos filmes Batman Begins, O cavaleiro das Trevas, O Cavaleiro das Trevas Ressurge (chamados de Trilogia Nolan) e Batman vs Superman (que já analisamos aqui).

Fica a dica de rever os filmes com olhos mais filosóficos.