Bukowski: silêncio 

“A coisa que importa é a coisa óbvia que ninguém está dizendo.” 

– Bukowski , no livro Miscelânea Septuagenária

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Bukowski: escolhendo meus vícios 

“Portanto, caros leitores, se me derem licença, vou voltar pras putas, pros cavalos, e pra garrafa enquanto há tempo. 

Se isso contribui pra gente morrer, então, pra mim, parece bem menos repugnante ser responsável pela nossa própria morte do que qualquer outra moralidade que ande por aí, disfarçada com rótulos sobre Liberdade, Democracia, Humildade ou qualquer outra espécie de Papo Furado.”

– Crônica de um amor louco.

Bukowski: filosofia e o homem comum 

“Tenho lido os filósofos. São uns caras realmente estranhos, engraçados e loucos. Jogadores. Descartes veio e disse: é pura bobagem o que esses caras estão falando. Disse que a matemática era o modelo da verdade absoluta e óbvia.

Mecanismo. Então, Hume veio com seu ataque à validade do conhecimento científico causal. E depois veio Kierkegaard: “Enfio meu dedo na existência – não tem cheiro de nada. Onde estou?”. E depois veio Sartre, que sustentava que a

existência é absurda. Adoro esses caras. Embalam o mundo. Será que tinham dor de cabeça por pensar dessa forma? Será que uma torrente de escuridão rugia entre seus dentes? Quando você pega homens como esses e os compara aos

homens que vejo caminhando nas ruas ou comendo em cafés ou aparecendo na tela da TV, a diferença é tão grande que alguma coisa se contorce dentro de mim, me chutando as tripas.

– O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, Bukowski