Os melhores filmes de Super-heróis do cinema

Há alguns anos atrás, fiz uma série de dois posts com os melhores filmes de super-heróis  parte 1 e parte 2, contando um pouco da história do gênero desde os anos 30 até sua volta nos anos 70 e o atual cenário de blockbusters.

Contudo, os estúdios não pararam de realizar novos filmes do gênero e  o post exige uma nova visita para atualização.

Os blockbusters do cinema mergulharam de cabeça no estilo dos heróis dos quadrinhos, tentando tirar o máximo possivel das franquias. Sendo um fã da mídia de quadrinhos e lido Marvel e DC por toda a minha infância e adolescência, eu confesso que não me importo com a superexposição que o gênero está sofrendo. Mas historicamente esse movimento leva a um esgotamento e afastamento do público após alguns anos. Basta ver como a industria cinematográfica tratou gêneros anteriores tais como os westerns, filmes de gângsters, relatos de guerra entre outros, que há algumas décadas eram as grandes franquias de seu tempo.   

Mas enquanto esse futuro de esgotamento não chega, vamos a uma nova lista dos….

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MELHORES FILMES DE SUPER-HERÓIS 

Batman – O cavaleiro das Trevas

A trilogia de Batman de Chris Nolan alcançou seu ápice na segunda parte. Um grande filme, com excelente roteiro e o melhor vilão de todos os tempos no estilo, o Coringa, que com sua visão niilista e destrutiva, tem como objetivo trazer desordem e mostrar que as noções de moralidade são fluidas e que nosso discurso ético pode ser alterado ao sabor da necessidade e do medo.

O filme questiona a noção de controle, dos limites da sanidade, perpassa por todos os seus principais diálogos a discussão sobre o niilismo e a exigência do dever. Depois desta obra, os filmes do gênero passaram a ser comparados por uma nova régua já que ficou demonstrado que era sim possível tratar super-heróis com um roteiro adulto.  

O filme Batman Begins – inicio da trilogia – também merecia estar na lista como uma lição de como contar uma história de origem sem ser bobo ou ingênuo. Mas ele é inferior à segunda parte e já temos mais filmes do Batman nesta lista, então deixo aqui apenas como menção honrosa.

 

 

Logan

Neste momento, considero o melhor filme do gênero de super-heróis já produzido. O último filme com participação de Wolverine é uma reflexão sobre o envelhecimento, sobre paternidade indesejada e mesmo sobre cuidados com pais doentes. E misturado com isso vem um roteiro repleto de ação mostrando o carcajú em sua fúria total.

Não é o típico filme adolescente de heróis e mostra um lado mais realista e sofrido do personagem: desiludido, amargurado, com o peso de ser cuidador de um idoso doente e ele também sofrendo de uma doença progressiva que o faz questionar a possibilidade de suicídio; apesar de tudo, sonhando ainda com uma válvula de escape da realidade na figura de um veleiro. São situações com quem muitas pessoas na platéia podem se relacionar, além de assistir a típica história do mocinho vs. vilão.

 

Homem de Ferro I

Enquanto todos os heróis possuem uma obsessão em manter sua identidade secreta e longe do público, Tony Stark surge com o seu ” I´am Iron Man”, assumindo sua identidade para o mundo e vivendo sua egotrip no processo. O roteiro é bom, mas de fato é o ator principal que transforme esse filme em uma pérola sobre a origem de um herói. Ademais, ele coloca de forma sutil a questão sobre o egocentrismo e a busca por uma superexposição midiática em um mundo onde o anonimato parece cada vez mais um sofrimento.   

Os demais filmes da franquia são bons mas não possuem um roteiro tão perfeito. O personagem do Homem de Ferro, contudo, tornou-se elemento central na construção do universo cinematográfico da Marvel. 

 

 

Homem Aranha 2

Ainda é o melhor filme da franquia do homem-aranha (Estúdios Marvel, a bola agora está com você). O aracnídeo volta em uma história amarrada, respeitosa com os personagens ícones dos quadrinhos e cheia de ação e aventura. Nenhuma grande discussão filosófica, apenas um bom filme de ação de quadrinhos. É um bom exemplo dos filmes despretensiosos e de boa diversão.  

 

 

Superman 1

Um clássico. Esse filme nasceu perfeito e assim permanecerá. Seu tom é bastante ingênuo perto dos filmes modernos, mas permanece um exemplo de como contar uma história esperança. Simples e eficaz.

Esse é o superman da infância: ingênuo, cheio de valores, otimista, sempre fazendo o que é o certo.

 

 

X-Men – Primeira Classe

Grande filme. Conta as histórias do inicio do grupo, a interação de amizade e disputa entre Xavier e Magneto, tudo ambientado nos anos 60 e em plenas crise dos mísseis cubana. Genial.

Claro que não respeitou absolutamente NADA dos quadrinhos iniciais dos X-Men, mas é um ótimo filme.

Nos diálogos entre Xavier e Magneto encontramos as disputas morais na escolha das estratégias  de defesa do direito das minorias: diálogo, aceitação e convivência VS violência e um ativismo agressivo.

Devemos nos fazer respeitar usando a força se necessário ou esperar pela consciência e moralidade do grupo que nos oprime? 


 

 

WatchMen

Um dos melhores quadrinhos de todos os tempos  gerou um ótimo filme. Poderia ter mais ritmo. O filme peca por tratar os quadrinhos em que se baseou como algo sagrado que não podia ser alterado, mas nem tudo o que funciona perfeitamente bem nas hqs funciona bem em película.

Mas poucos pecados à parte, é um filme incrível discutindo os limites do controle e a degeneração do poder.

É permeado de discussões filosóficas uma vez que seus personagens estão sempre mergulhados nas escolhas utilitaristas do uso da mentira para buscar o bem da maioria VS o dever deontológico de agir sempre com verdade; o niilismo que degenera em violência sem sentido e o compromisso com o grupo VS manter-se fiel unicamente a si próprio. Limites do estado, uso da violência para o controle social, violência de gênero, uso das mulheres como objeto de prazer sexual sem consequências… está tudo ali.

 

Os Vingadores

O filme arrasa-quarteirão que servirá de parâmetro para todos os filmes de heróis de agora em diante. Durante anos, todos acharam que esse filme era impossível de ser realizado. Não se poderia juntar tantos personagens em um único filme e dar espaço suficiente para que funcionasse. Bem, funcionou! E a Marvel criou uma rocha de magnitude gigantesca que desde então só ganha ritmo e velocidade descendo a montanha.

O filme juntou franquias e criou outras independentes sendo bem escrito, ótimo ritmo, engraçado e com muita ação.  Contudo, desde então, os filmes do gênero passaram a ser cada vez MAIORES, MAIS BARULHENTOS, MAIS EXPLOSIVOS, COM MAIS E MAIS CENAS DE IMPACTO …. e o roteiro nem sempre acompanha….viciados em efeitos e explosões cada vez mais eficientes, os filmes passaram a deixar a inteligência um pouco de lado.  


 
 

 

Capitão América – O Soldado Invernal

O gênero mostrou que pode criar eficientes filmes de espionagem e ação com uma equipe ao estilo missão impossível. Sem dúvida é a melhor participação do personagem Capitão América – normalmente insosso – na série cinematográfica da Marvel. Gosto dos capítulos da série Marvel que tem coragem de alterar o status quo e cujas reverberações se espalham pelos demais filmes ao longos dos anos.

 

Guerra Civil 

Se os Vingadores realizou o sonhos dos fãs em ver uma mega equipe de primeira linha junta na tela, o filme da Guerra Civil realizou a tara de ver os combates épicos dos heróis entre si que tanto movimentam os quadrinhos.

Um grande roteiro que juntou os cacos e fios soltos nos filmes anteriores da franquia Marvel e preparou o terreno para um grande acerto de contas.

Principalmente, o filme traz a velha discussão filosófica entre utilitarismo e deontologia: agimos certo independente das consequencias ou levamos as consequencias em conta e assumimos comportamentos nem sempre bons em prol do bem comum? Esse tema – discutindo esse filme – já foi tratado por mim nesse artigo sobre a guerra civil marvel

 

Doutor Estranho

O filme diferentão da Marvel. Muitas pessoas duvidaram que esse filme fosse agradar o grande público trazendo um herói nem tão famoso (para ser simpático) aos não quadrinistas, discutindo temas como a modificação da vida pessoal através dos estudos, o poder da força de vontade e os benefícios pessoais vs as mazelas sociais do egocentrismo. O personagem fleumático, centrado nas próprias necessidades e reticente em sacrificar-se pelos demais trouxe um novo elemento para os filmes do gênero.   

 

Batman Vs Superman

Eu já escrevi uma resenha inteira sobre esse filme, clique aqui. O filme desagradou críticos, fãs, colocou o universo cinematográfico da DC em dúvida a respeito da sua viabilidade, virou motivo de chacota por parte do fãs ardorosos do universo Marvel, é cheio de pontas soltas, traz arcos de história que só faz sentido para os iniciados, descaraterizou o Batman em um assassino, traz um Superman sempre triste ou raivoso, o pior e mais ridiculo dos Lex Luthor em qualquer mídia,  enfim… é cheio de defeitos.

Mas eu adoro. E a lista é minha.

O filme traz o melhor ator que interpretou o Batman até o momento (quem diria Ben “Demolidor horrivel destruidor de franquias” Affleck…), tem a raiva psicótica do Batman de Frank Miller, tem o passado sofrido nas entrelinhas não verbalizadas com um Robin que já foi assassinado pelo Coringa e com uma Mansão Wayne em escombros. Pelo lado do Superman tem uma discussão ótima sobre a necessidade humana de ter salvadores e buscar messias ao invés de aceitar as próprias responsabilidades, discute como somos impotentes frente a forças naturais ou sobrenaturais/sobrehumanas  e nos refugiamos em crenças e nos afastamos da razão.

E tem o  combate entre Batman e Superman, o combate mais épico que perpassou as páginas dos quadrinhos. Ridiculamente curto, parece até propaganda enganosa dentro do filme. Mas ficou sensacional!      

 

 

Batman: As Melhores Histórias do Homem Morcego

3142138-frank-miller-batman-header_102012Batman sempre foi o meu personagem de quadrinhos favorito. Criado por Bob Kane em 1939, traz a história do órfão que decide dedicar sua vida e fortuna ao combate ao crime, transformando seu corpo na perfeita máquina de luta sendo, além disso, o maior detetive de todos os tempos.

Aqui no Blog já abordamos também  o personagem nos seus melhores filmes longa metragem de animação.

No inicio, nos anos 40, as histórias de Batman o colocavam para lutar contra ladrões de rua e gangsters de bairro.

O personagem utilizava armas de fogo e disparava o gatilho sem pensar muito, chegando mesmo a matar alguns de seus oponentes sem maiores crises de consciência.

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A necessidade de deixar o personagem mais leve levou à introdução do ajudante Robin e também ao  voto de nunca matar, além da completa aversão ao uso de armas de fogo.

As histórias seguintes retiraram o homem morcego dos combates de rua contra criminosos comuns e introduziram os supervilões, cada qual mais louco e maquiavélico que o anterior.

Roteiristas posteriores passaram a explorar essa constante luta e proximidade de Batman contra vilões insanos para introduzir a própria dose de loucura e insanidade do personagem.

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O insucesso no amor sempre foi uma constante e cada interesse romântico que surgiu nas últimas décadas sempre foi fadado ao fracasso.

Apesar disso, pouco a pouco  surgiu uma relação de atração e raiva com as vilãs: Mulher-Gato e Talia Ras Al Ghul são as figuras proeminentes nas relações, sendo que com a última Bruce Wayne chegou a ter um filho.

A principio deixado de lado no cânon como um erro de continuidade, o filho de Batman voltou décadas depois como um importante elemento das histórias, herdeiro de um clã de ninjas assassinos.

Posteriormente o jovem Damien passaria aos cuidados do pai Bruce Wayne e envergaria o manto de Robin.

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Ao trauma da morte dos pais, assassinados na sua frente quando criança, somou-se posteriormente a culpa pela morte do segundo Robin, Jason Todd, nas mãos do Coringa. 

Afinal, por que um vigilante que se bate contra o que há de pior e mais insano levaria consigo adolescentes para a linha de batalha? A responsabilidade pela morte de Jason perseguiu Batman durante quase duas décadas.  

Some-se também o ataque do Coringa contra a filha do comissário Gordon e sua paralisia. Por que deixar um louco como o Coringa viver? Até onde vai a promessa de nunca tirar uma vida? Todas essas situações passaram a fazer parte do cânon e da psique do personagem.

Knightfall-Vol.-1Mesmo o esforço físico constante foi explorado com maestria nos arcos de história que mostram um Batman extenuado e vencido, levado à paraplegia nas mãos de um dos grandes vilões introduzidos nos anos 90: Bane.

E posteriormente a luta pela recuperação e o confronto com um de seus tutelados que, durante sua incapacidade, assumiu a condição de Homem Morcego.

A cronologia de Batman se extende durante décadas.

Muitos personagens e situações foram sendo acrescentadas ao cânon: traumas, mortes de protegidos, paraplegias de amigos, traições amorosas e  filhos.

Muitas situações que foram tornando o personagem mais interessante e complexo.

A seguir, algumas das principais histórias do Batman nas últimas décadas e que foram momentos marcantes da cronologia, sendo vitais para a compreensão do cânon.

 

 

 

the-25-greatest-batman-graphic-novels-20111025001930691Batman: The Dark Knight Returns (1986)

 

Provavelmente a melhor história do Batman já produzida, ambientada em um futuro onde um Bruce Wayne idoso e marcado pelo tempo aposentou-se há vários anos de suas atividades de vigilante.

 Frank Miller reescreveu o personagem, tornou-o palatável para uma audiência adulta, introduzindo níveis psicológicos até então inexistentes nas Hqs de heróis.

Um herói atormentado, com graves sentimentos de culpa, tendências suicidas, maníaco e obcecado que decide sair de sua aposentadoria, enjaulado em seus próprios traumas.

A história pôs o tom que seria seguido pelas histórias de Batman pelas décadas seguintes e pontuou de forma inteiramente diferente a relação entre Batman e Superman, os maiores ícones da DC Comics ( que também passaria a ser seguida como cânon pelos demais roteiristas dali em diante).

Também mencionou um Jason Todd (o segundo Robin) morto, idéia que viria a influenciar diretamente o arco “Uma Morte na familia”, realizada anos depois.

Infelizmente, em 2001 decidiram mexer neste clássico absoluto de Batman nos quadrinhos e o mesmo Frank Miller escreveu o dispensável e equivocado “The Dark Knight Strikes Again”. A versão original recebeu uma digna versão em desenho animado longa metragem, sendo para mim o melhor desenho do homem morcego.

 

 

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Year One / Ano Um  (1987):

 

Após o estrondoso sucesso de “Batman Dark Knight Returns”, a DC comics decidiu repetir a dose e Frank Miller retorna para escrever “Batman: Ano Um”, com desenhos de David Mazzuchelli.

Aqui os autores visitam o primeiro ano de ação do personagem. Inseguro, falho, calculando mal muitas de suas ações e aprendendo com seus erros, a série imprimiu o que seria o tom a ser copiado por todos os outros autores que passaram a recontar a gênese de inúmeros  personagens nos anos 80 e 90.

Ano Um é a fonte direta de inspiração para a trilogia de filmes live action de Christopher Nolan e essa história também recebeu o tratamento em um desenho longa metragem de excelente qualidade.

 

 

the-25-greatest-batman-graphic-novels-20111025104836982The Man Who Laughs (2005)

Ambientada no inicio da atividade do homem morcego, a história reinventa o surgimento do Coringa na mitologia de Batman e pode ser colocada cronologicamente logo após “Year One/Ano Um”.

Existe também uma referência ao ótimo “A Piada Mortal” ligando as ações desenroladas nas duas graphic novels.

Nesta história, o Coringa surge ameaçando alguns dos homens mais ricos de Gothan City, aparentemente com a capacidade de matá-los a distância.

Uma excelente história explorando as habilidades de detetive de Batman e o início do relacionamento entre ele e Gordon.

 

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Batman: Death in the Family (1988) e Under the Red Hood (2005)

A história da morte de Jason Todd, o segundo Robin, nas mãos do Coringa é um elemento fundamental no cânon.

O final surgiu a partir da votação dos fãs, que puderam influenciar a decisão final dos roteiristas. Sua importância nem está tanto no roteiro, que é fraco chegando no máximo a mediano. Mas as consequências que se espalharam por anos a fio nas histórias do Batman tornaram-se elementos importantes da saga.

A morte de Robin gerou profundas crises de consciência no Homem Morcego e que foram exploradas com grande habilidade por vários roteiristas, além de tornar ainda mais pessoal e violenta sua relação com o Coringa.

images Cerca de 17 anos depois,  “Under the Red Hood”  desfez esse momento tão crucial do cânon ao colocar um Jason Todd ressuscitado graças às reverberações cósmicas da fuga de um Superboy  de um universo paralelo que atingem nosso mundo: sim, a explicação da volta do personagem é ruim nesse nível. Mas a história é até bem razoável.

Jason Todd ressurge com sede de vingança contra o Coringa, além de desprezo pela vida alheia e pelo próprio Batman.  Esse arco de história também recebeu uma adaptação interessante em longa metragem.

A questão da morte de um Robin voltou a ser usada pela DC em histórias posteriores: Stephanie Brown, a única Robin feminina, morreu assassinada pelo Máscara Negra; e o próprio filho de Batman, o Robin Damien Wayne, também foi morto pelo Coringa. Ou seja, virou clichê.

 

 

 

 

1-Knightfall-BreakBatman: KnightFall (1993)

Um longo arco de histórias trazendo um homem morcego à beira do colapso físico e nervoso. A situação piora quando um inteligente e fisicamente superior Bane surge explodindo o Asilo Arkhan e colocando todos seus pacientes criminosos em liberdade.

Batman precisa se colocar no extremo de suas capacidades físicas enquanto Bane apenas observa suas reações e verifica a diminuição de suas capacidades, esperando o momento certo para agir.

A cena do combate entre Bane e Batman, levando o herói à paraplegia,  é tão antológica que foi repetida no último filme da trilogia de Chris Nolan. Paralítico, Bruce Wayne se afasta durante mais de um ano de suas atividades de vigilante e o manto do morcego foi assumido por Jean Paul, que anteriormente envergava o uniforme do antiherói  Azrael, introduzido meses antes no cânon.

A história continua no longo e inferior arco KnightQuest onde Jean Paul atua como Batman combatendo o crime em Gotham. Este, contudo, não segue as determinações de Bruce Wayne e apresenta uma tendência muito marcante ao homicídio que por fim leva a um recuperado Bruce Wayne a confrontá-lo e recuperar a identidade de Batman de suas mãos, no arco intitulado KnightEnd.

 

 

the-25-greatest-batman-graphic-novels-20111025115752869Batman: The Cult (no Brasil, Batman: o Messias) (1988)

Uma história violenta e de forte apelo psicológico, bem diferente dos arcos normalmente vistos em Batman.

Gotham está nas mãos de um culto messiânico que atenta contra a vida de várias personalidades da cidade, enquanto Batman sofre os efeitos de uma poderosa lavagem cerebral.  

Não é um arco muito mencionado quando se faz uma recapitulação do herói, mas é uma história muito boa.

 

Batman : Venom (1991)

A história vale pela sua primeira metade que continua uma ótima leitura. A segunda metade não é tão boa.

Após o fracasso em uma tentativa de salvamento e a consequente morte de uma garota, um transtornado Batman decide utilizar a droga venom como forma de melhorar suas capacidades físicas.

Obviamente, o uso constante da droga leva a outros tipos de problemas. A droga foi utilizada depois na origem do vilão Bane, o fio condutor da ótima KnigthFall.

 

 

the-25-greatest-batman-graphic-novels-20111025001930889Batman: A Piada Mortal (1988)

Escrita por Alan Moore, a Piada Mortal é uma história emblemática e reestruturante da relação doentia e perversa que existe entre o Coringa e Batman.

O palhaço está nas ruas de Gotham e em mais um de seu surtos, desejando mostrar que todos nós estamos a apenas um passo da loucura, bastando apenas um dia ruim na vida de qualquer um.

A história conta a origem do Coringa e também serviria de base para a ótima “The Man Who Laughs”.

É aqui que Barbara Gordon – a BatGirl original – fica paralítica após levar um tiro do Coringa, introduzindo um dos grandes momentos do cânon. Posteriormente, a personagem se tornaria a Oráculo, uma expert em ciência da computação e que serviria de apoio para todos os heróis que atuam com Batman em Gotham City.

A morte de Jason Todd e a paralisia de Barbara Gordon, ambos nas mãos do Coringa, criaram uma dinâmica única entre o herói e  o vilão, poucas vezes vista nas histórias em quadrinhos.

Recentemente a história ganhou uma versão em animação longa metragem que despertou reações contraditórias por ter inventado um plot secundário para a Batgirl, destoando do restante da história inicial de Piada Mortal e ainda criando uma relação de cunho sexual entre Batman e BatGirl, inexistente nos quadrinhos.

 

 

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Batman: O Longo Halloween e Batman: Vitória Sombria

Duas  histórias ambientadas no inicio da carreira do Homem Morcego.

A primeira é o “Longo Halloween”, contando uma história envolvendo a máfia de Gotham, um assassino em série e a melhor origem já contada da transformação do promotor Harvey Dent no Duas-Caras.

    

A sequência direta é “Dark Victory/Vitória Sombria”, onde Batman ainda se bate  contra as consequencias da serie de homicídios descritas anteriormente e, ao longo da investigação, acaba por tomar sob sua tutela o jovem Dick Grayson – o Robin original.  Este também é a melhor história envolvendo a origem do menino prodígio. Afinal por que diabos alguém gostaria de ser o parceiro de um vigilante, expondo a vida a cada momento de sua vida, para receber nada mais do que esporros a cada movimento? E  que grau de irresponsabilidade leva Batman  a carregar adolescentes para situações suicidas?

 

 

the-25-greatest-batman-graphic-novels-20111025115753115A saga do Demônio 

A famosa trilogia do demônio (anos 70) traz em seu centro o personagem de Ras Al Ghul: o nascimento do demônio, a noiva do demônio e o filho do demônio.

Na última parte (Filho do Demônio), a história traz uma união indesejada entre Batman e Ras Al Ghul na busca de um inimigo comum, fazendo com que Bruce Wayne reencontre Talia, a filha de Ras e um dos amores mal resolvidos de sua vida. Talia Ras Al Ghul termina grávida de Damien, sem que Bruce Wayne saiba do fato.

O personagem Damien ficaria de lado durante alguns anos (considerado um erro de continuidade) até retornar ao cânon nos anos 2000 no arco “Batman e Filho”  passando da tutela de uma guilda de assassinos chefiada pelo avô Ras,  para  a guarda de papai Bruce Wayne.

Posteriormente, com a suposta morte de Bruce Wayne,  Damien passaria a se tornar o novo Robin ao lado de Dick Grayson – que assumiria finalmente o manto de Batman! –  concluindo o ciclo. Essa situação durou aproximadamente um ano, voltando a situação ao status anterior quando Bruce Wayne revela que está vivo.

 

 

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Uma das melhores histórias do morcego. Não é sobre aventuras, mas sim sobre psicose e delírio em um mergulho na psique dos pacientes criminosos do Asilo Arkham.

Ficamos sempre com a pergunta: Batman merece correr livre pelos tetos dos prédios de Gotham ou pertence a uma das celas do Asilo Arkham?

 

Hush

Uma história densa onde Batman é confrontado com seus mais poderosos inimigos, além de ter que lidar com os traumas de inúmeros pontos icônicos do cânon: a morte de Jason Todd, a paraplegia do Oráculo, a morte da esposa do capitão Gordon, sua tumultuada relação com a Mulher-Gato e com Talia, seu ódio do Coringa, sua relação de amizade e inveja com o SuperMan, sua amizade e desavenças com um Dick Grayson adulto (o primeiro Robin e agora o vigilante Asa Noturna)…tudo em uma só história que é simplesmente uma grande homenagem às décadas de aventuras do Homem-Morcego. Fundamental.

 

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Liga da Justiça: Torre de Babel

Batman faz parte do maior grupo de heróis do Universo DC: a Liga da Justiça.

Muitas pessoas perguntam se ele está a altura de combater ameaças intergalácticas lado a lado com Superman, Mulher Maravilha, Flash, Gavião etc… afinal, ele não tem super poderes, não é imortal, não é um semi deus, não tem super velocidade etc…

Essa história mostra que Batman tem um plano de contingência para  derrotar cada um dos seus parceiros de Liga da Justiça e portanto, são os outros que devem ter cuidado com o homem morcego. 

 

E atualmente todos esses arcos de história são coisas do passado. Todos os heróis DC passaram por um enorme reboot chamado New 52, tendo suas histórias reiniciadas e recontadas em novas versões. Algumas coisas foram mantidas na continuidade e outras desapareceram. Mas o mito do morcego continua.