Cosmos de Carl Sagan

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A melhor resposta para a ignorância é o conhecimento.

A escuridão da superstição só pode ser afastada pela ciência. A bovinização das mentes só acabará com o acesso à educação.

Vivemos em uma sociedade altamente tecnológica, enviamos sondas ao espaço, vasculhamos milhões de anos-luz com nossos telescópios, entramos nas entranhas do genoma de inúmeros seres vivos. Conseguimos acumular uma boa dose de conhecimentos desse Universo a partir da orla desse pedacinho de pedra que chamamos de lar, que chamamos de Terra.

Mas todo esse conhecimento fica diluído no ruído de pseudociências, superstição e mistificação.

Muitas pessoas desconfiam, temem e atacam tudo que vem atrelado à ciência, preferindo viver em meio a mitos.

Como consultor e chefe de projetos da NASA, Carl Sagan participou de várias missões que enviaram naves espaciais robóticas para explorar o Sistema Solar, preparando os experimentos para várias destas expedições.

Concebeu a ideia de incluir junto aos satélites  fossem abandonar o Sistema Solar, uma mensagem universal que pudesse ser potencialmente compreensível por qualquer inteligência extraterrestre que a encontrasse.

The_Sounds_of_Earth_Record_Cover_-_GPN-2000-001978Preparou a primeira mensagem física enviada ao espaço exterior: Uma placa anodizada, acoplada a sonda espacial Pioneer 10, lançada em 1972. A Pioneer 11, que levava outra cópia da placa, foi lançada no ano seguinte.

Sagan continuou refinando suas mensagens; a mensagem mais elaborada que ajudou a desenvolver e preparar foi o Disco de Ouro da Voyager, que foi enviada pelas sondas espaciais Voyager em 1977.

Também foi o idealizador do programa SETI (sigla em inglês para search for extraterrestrial intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) – um projeto que tinha por objetivo analisar o máximo de sinais de rádio captados por radiotelescópios terrestres , a partir da idéia que se existe alguma forma de vida inteligente no universo, ela tentará se comunicar com outra formas de vida através de ondas eletromagnéticas (sinais de rádio), pois estas representam a forma de transmissão de informação mais rápida conhecida.

cosmos

Ele também encontrava tempo para a divulgação da ciência para o público leigo.

A  série Cosmos, de 1980, produzida e narrada pelo cosmólogo foi a primeira grande produção de divulgação científica feita por uma rede de TV e o livro que veio junto com a série ainda é o livro de divulgação científica mais vendido da história.

Na época, a série foi violentamente atacada pelo meio científico que a considerou uma perda de tempo, ao levar para a população em geral temas tão complexos.

Carl Sagan refutava seus pares, declarando que este era o verdadeiro trabalho da ciência: servir como uma luz para aqueles que justamente a desconhecem, tornando-se acessível e a partir de então, respeitada.

Tornou-se a série de divulgação científica mais assistida da História. Acredita-se que atingiu mais de 500 milhões de pessoas ao longo de 3 décadas. 

Veja neste link do Youtube toda a série Cosmos on line

E neste link, selecionei algumas frases do renomado cientista.

No ano de 2014,  a série Cosmos ganhou um remake, igualmente de soberba qualidade com apresentação dos cosmólogo Neil deGrasse Tyson.

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Computatio ergo sum

“Diabos…aqui diz – penso, logo existo”

Ando lendo bastante sobre inteligência artificial e a singularidade, i.e o momento em que criaremos uma máquina capaz não apenas de cálculos e conexões lógicas mas sim de verdadeira consciência.

Dizem que não estamos muito longe nas pesquisas a esse respeito, umas poucas décadas no máximo para algum centro de pesquisa atingir esse ponto. Já replicamos vida através de clonagem. Agora estamos em busca da criação artificial de consciência.

E qual seria o status de ditas máquinas no nosso meio? Continuaremos a usar máquinas conscientes como objetos? Iremos antromorfiza-las ou faremos questão de colocá-las em formas não humanas para criar a sensação de diferença? Fica mais fácil explorar uma máquina consciente se ela tem a forma humana ou não? E a própria máquina consciente teria percepção de que fazemos um uso utilitarista de sua criação? A nossa noção de percepção de vida e consciência passará por alguma modificação?  Surgirá algum direito das máquinas como temos o direito dos animais? E Por fim, as máquinas conscientes irão querer se livrar do jugo humano? A consciência poderia levar as máquinas na criação de uma ética própria? … elas conseguiriam dissimular isso caso fosse do seu interesse?

Pense no mundo que temos controlado por máquinas e algoritmos ligados nas bolsas de valores de todo o mundo , redes sociais com informações de bilhões de pessoas, programas de controle e logística para a distribuição de alimentos e o acesso a arsenais de armas de destruição em massa. Tudo passa por programas e máquinas. Agora imagine isso no controle de máquinas conscientes. Seriam submissas ou teriam uma moral diferente, excludente do componente humano. Criariam as máquinas uma ética utilitarista própria em relação à nós? Podemos nos tornar os componentes úteis a serem explorados por outra forma de inteligência? Explorados ou eliminados.

Durante toda a história, os seres humanos tem avançado cientificamente com descobertas e tecnologias que ofereceram conquistas importantes , destruição  e riscos. 

Até o momento parece inegável que o lado positivo do progresso foi superior ao lado negativo. Apesar dos muitos estragos que fizemos ao ecossistema e da nossa capacidade de realizarmos mortes em massa, aumentamos itens como  a qualidade de vida, conforto, acesso a alimentos, melhoramos o combate às doenças e expandimos a expectativa de vida de bilhões de pessoas, além de aumentar o acesso à educação.

Poderia a inteligência artificial ser uma criação tecnológica que modifique a balança para aumentar o lado dos riscos em detrimento dos avanços?

Até onde a descoberta da singularidade irá ser útil ou catastrófica aos humanos? 

– Manuel Sanchez