Crônicas e Afins : Pecados e Charutos

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E eu aqui, divagando.

Virei para ela meio bêbado e levantando a voz, disse que continuava seguindo meu rumo, no eterno exercício. Não para descobrir quem eu sou (porque não somos uma substância pronta), mas sim na tarefa de construir quem eu quero ser.

E ela disparou sem pena: –  E precisa beber todo dia para isso?

– Não.  Também sinto falta dos meus charutos.

– Suicídio lento. – ela continuou sem se render.

– Mantenho a pistola por perto para o dia que tiver pressa.
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Trecho de “Pecados e charutos” Manuel Sanchez

 

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