Os melhores livros de Carl Sagan 

Carl Sagan foi um autor fundamental na minha formação. Cientista renomado envolvido com os projetos mais importantes da NASA durante os anos 70 e 80, enfureceu o mundo acadêmico quando começou a escrever livros de divulgação científica para leigos. 

Até hoje, sua série de Tv Cosmos e o livro de mesmo nome são os veículos de comunicação científica mais vistos e acessados pelo grande público, tendo a serie recebido um remake recente com os astrofísico Neil deGrasse Tyson.

Os melhores   livros de Carl Sagan na minha opinião :

1. Cosmos (1980)

2. Os Dragões do Éden  (1977)

3. O mundo assombrado pelos demônios  (1995)

4. Bilhões e bilhões 

5. Contato (1985) — único romance que o autor escreveu 

6. Pálido Ponto Azul (1994) 

Gigantes da Ciência

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“Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombro de gigantes.”
(Isaac Newton)

Tales de Mileto. Pitágoras de Samos. Euclides de Alexandria. Leonardo da Vinci. Nicolau Copérnico. Galileu Galilei. Johannes Kepler. Blaise Pascal. Isaac Newton. Benjamin Franklin. Lavoisier. Alessandro Volta. John Dalton. Alexander von Humboldt. André-Marie Ampère. Michael Faraday. Charles Darwin. Johan Gregor Mendel. Louis Pasteur. James Clerk Maxwell. Alexander Graham Bell. Nikola Tesla. Marie Curie. Albert Einstein. Niels Bohr.

Compartilhamento de idéias no combate à ignorância

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“Por que o compartilhamento de ideias pode resultar na diminuição da violência? Existem muitos motivos. O mais óbvio é a exposição da ignorância e da superstição.

Uma população conectada e educada está fadada a perder o condicionamento em crenças venenosas – como que membros de outras etnias são naturalmente inferiores, que os problemas econômicos e militares existem por causa das minorias, que mulheres não se importam com o estupro, que crianças precisam apanhar para se socializarem, que homossexuais escolhem suas opções com base num modo de vida degenerado, que animais são incapazes de sentir dor.

A exposição destas crenças, que convidam à violência ou que a toleram, lembra a sábia máxima de Voltaire: aqueles que conseguem fazer com que você acredite em absurdos podem fazer você cometer atrocidades.”

Steven Pinker, Psicólogo experimental e cognitivo, teórico evolucionista, linguista e escritor canadense

“Poeira das Estrelas” – Resenha dos livros de Marcelo Gleiser

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A primeira parte das resenhas de 2015 foi dedicada aos livros de ficção, então nessa segunda parte eu vou indicar ótimos livros nacionais de divulgação científica.

Estava relendo as obras “Mundos Invisiveis” e “Poeira das Estrelas” do astrônomo  Marcelo Gleiser.

Os livros foram lançados juntamente com uma série de tv e infelizmente não se encontram mais em catálogo, mas podem ser achadas em sebos e no site consolidado de sebos “Estante Virtual” (aliás, uma ótima dica para procurar livros).

Os livros seguem a linha de divulgação capitaneada por autores como Carl Sagan e Asimov: abordagem clara e didática dos assuntos científicos, voltada para leigos e cheia de informações e curiosidades históricas.

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“Poeira das Estrelas” é uma obra de cosmologia, onde Marcelo Gleiser aborda os principais pontos da evolução do Universo e o caminho que a ciência percorreu para chegar às conclusões atuais sobre o Big Bang, formação das galáxias, origens do sistema solar, da vida na Terra, matéria e energia escuras, assim como a possibilidade de vida alienígena. 

“Mundos Invisíveis” trata da evolução da química e das relações existentes entres os componentes da matéria, iniciando-se nos filósofos pré-socráticos até os conceitos modernos da quimica subatômica. Extremamente didático, o livro faz uma combinação perfeita com seu coirmão focado nos conceitos da física.

Os livros são ótimos  e mesmo os leitores com maior bagagem científica chegarão ao fim da leitura aprendendo uma ou outra coisa nova. 

Os vídeos com os programas de Tv também podem ser encontrados pelo Youtube, mas os links não são muitos estáveis.

Poeira das Estrelas:

Mundos Invisíveis: episódio 1

A Ciência e o Islã

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Nesses tempos tão esquisitos em que só olhamos o jihadismo islâmico e seus fanáticos, convém lembrar da importância do Islã para a manutenção da cultura e da ciência na Idade Média e seu papel para a volta à Europa do conhecimento dos antigos gregos.

O documentário é dividido em três partes e demonstra como os      estudiosos árabes e persas foram fundamentais para preservar os conhecimentos da antiguidade clássica européia em assuntos como matemática, astronomia, biologia, filosofia e química.

Esses ramos do conhecimento foram relegados a segundo plano ou mesmo apagados da Europa durante a Idade Média com a desestruturação dos centros urbanos, guerras e pestes , somados ao sumiço do poder central oferecido pelo Império Romano e a pulverização de poder acarretada com o feudalismo .

A expansão do Islã do século VI em diante foi avassaladora. Com o poder, juntou-se uma soma gigantesca de dinheiro nas casas aristocráticas árabes e por quase 700 anos, os sábios Islâmicos estiveram diretamente envolvidos nas atividades de copiar, estudar e discutir os conhecimentos científicos dos demais povos com quem tinham contato. Dominavam na época o que era a vanguarda do conhecimento.  

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Foi apenas no final do século XV que a atividade científica islâmica parou no tempo.

Apontam os historiadores que a descoberta da América e  a consequente mudança no eixo financeiro e de poder no mundo  levou a atividade financeira e a pesquisa científica novamente para a Europa.

No século XVII, era a Inglaterra que, situada no pico das decisões geopolíticas do mundo, dava as cartas do mundo financeiro e podia custear pesquisa científica de ponta. O resto da Europa veio a reboque; e os países muçulmanos nunca mais conseguiram acompanhar o ritmo de desenvolvimento técnico.

 

Parte I:

Parte II:

Parte III: