Introdução ao pensamento de Schopenhauer

Schopenhauer traz para a filosofia uma riqueza de pensamento que irá desaguar em outros pensadores fundamentais do fim do século XIX e XX como Nietzsche e Freud.

Afastando-se do pensamento Kantiano e deontológico clássico que coloca o ser humano como uma criatura racional, lógica e que ultrapassa suas paixões e desejos analisando as consequencias e valorando seus deveres, Schopenhauer vê o homem como um ser atrelado aos seus afetos e que é movido por uma vontade de viver arbitrária e que se afasta da razão fria.

De forma trágica, Schopenhauer postula um  mundo sem sentido, onde somos marcados por nossos desejos, ansiamos pelo que não temos e estamos sempre perseguindo desejos que fogem. Schopenhauer não tem dúvidas de que isso nos causará frustrações , dores e traumas: motivo pelo qual Schopenhaeur é considerado um grande pessimista na filosofia. Nossa existência não se baseia em transcendências e nem tem base no sentido de dever Kantiano, sendo apenas uma constante dinâmica de afetos – mais ao estilo espinozano.

As linhas gerais de Schopenhauer irão repercutir em Nietzsche, Freud, Sartre e outros pensadores que negam o racionalismo como essência humana e postulam que nossa consciência é apenas uma parte ínfima de nossa psiquê, mergulhada em desejos e vontades que muitas vezes nos são negadas. A dor dessa negação pode nos levar a uma compaixão pelos demais seres humanos, já que eles também devem sofrer as mesmas frustrações pelas negativas e surras que a vida nos impõe a todos. Assim, o fundamento da moral Schopenhauriana vai ser depositada na compaixão; não havendo sentidos maiores na vida além daquele que nós próprios construímos.

Abaixo seguem alguns pequenos vídeos para os que desejarem conhecer mais.

Schopenhauer e o Amor

 

Para  o filósofo alemão Artur Schopenhauer, os relacionamentos amorosos seguem uma lógica própria. Nada é mais importante na vida humana do que a busca pelo amor e ele entendeu muito bem o grau da força que nos invade a alma quando somos envolvidos ou dominados pela paixão.

Contudo, para Schopenhauer, a paixão nada tem a ver com a busca da felicidade. Nada. 

A intenção do filósofo era nos libertar das expectativas nos relacionamentos que levam ao sofrimento.

Para ele, o erro estaria em associarmos o amor à felicidade. Não podemos evitar de nos apaixonar, afinal a biologia é mais forte que a razão; porém, com esse objetivo, muitas vezes nos atraímos pelo nosso oposto. Caminho para o sofrimento.

Isso ocorre porque o que rege a atração, segundo ele, não é o racional, mas a busca do parceiro ideal para a procriação – não importa a convivência.

Shopenhauer, assim, nos aproxima dos animais no quesito amoroso, ressaltando os instintos sexuais  que há em nós e que nos levam a busca pela(o) parceira(o) e associa a paixão ao fogo que nos move ao sexo. Pensamentos que foram desvalorizados pela tradição, pelas normas sociais e  ao longo da história da filosofia que tenta valorizar a razão em detrimento dos sentimentos mais animalizados que temos em nós.

Como o amor se resume à busca pelo sexo – disfarçada com todas as belas frases e convenções criadas pela sociedade – os relacionamentos amorosos serão sempre palco de mentiras e traições, uma vez que um dos parceiros estará sempre atrás de mais sexo para aplacar suas necessidades fisiológicas: único motor que move nossas paixões.

Não admira que o filósofo seja ligado diretamente ao pessimismo na filosofia.