História do Brasil com Bóris Fausto

Esse vídeo condensa em 3 horas todos os episódios da série de História do Brasil apresentada pelo professor Bóris Fausto.

A série segue em ordem cronológica desde o período colonial até a eleição de Lula. Infelizmente, não houve uma atualização da série para acrescentar os governos do PT até o impeachment de Dilma. Mas no que cobre, a série é muito boa.

 

 

Para quem se interessar por História do Brasil, aponto outros links do Blog Opinião Central sobre o tema:

  1. História dos Planos Econômicos do Brasil (documentário)
  2. Arquitetos do Poder – o Marketing e as eleições
  3. Entrevista com o historiador Eduardo Bueno
  4. História do Brasil – esse maltratado desconhecido (dicas de livros)
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Eduardo Bueno no Programa do Jô: um passeio incrível pela história do Brasil 

Uma conversa deliciosa do Jô Soares com o Eduardo Bueno tratando desde a pré-história brasileira até a Nova República. Vale muito a pena assistir e comprar o livro.

 

História dos Planos Econômicos do Brasil

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Documentário do Laboratório Brasil sobre um tema que a maioria das pessoas de hoje esqueceu ou não viveu: a hiperinflação dos anos 80 e 90, com seus sucessivos planos econômicos desastrosos e apocalípticos.

Neste período em que estamos com as contas públicas saindo dos eixos,  pacotes econômicos e reformas negociadas no Congresso Nacional, acredito que é relevante relembrar algumas coisas.

O filme traz entrevistas com diversos ex-presidentes do Banco Central, ministros da Fazenda e economistas de renome explicando a situação do país, as ideias mirabolantes de controle da inflação plano por plano até chegar ao Plano Real.

Muito interessante e didático.

Meus Livros Favoritos – parte III

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Retomo minha pequena resenha dos meus livros prediletos. São livros que me moldaram seja pelo caráter sentimental, seja pela abertura de novas áreas de interesse em minha vida.

Os outros livros da lista podem ser encontrados nas  parte 1 e parte 2  com livros de filosofia, história e ficção.

Com vocês, a terceira parte. 

 

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Genesis_BíbliaO Gênesis

O mito da Criação segundo o judaísmo (também aceito pelos cristãos e muçulmanos em seus livros) tem seus elementos essenciais remetendo às histórias míticas sumérias.

Salvo os estudiosos em história da religião ou história das civilizações, hoje pouca gente lê sobre mitos sumérios… talvez isso explique porque determinadas pessoas acreditem que os mitos bíblicos são de alguma forma originais e mereçam uma interpretação literal.

Seja como for, as linhas básicas foram incorporadas, modificadas e expandidas pela pena do povo judeu e através dele recebemos um arcabouço mítico que forma nosso inconsciente coletivo.

Gosto das histórias e da sua narrativa de formação de um povo, criação de proto-heróis e tentativa de compreensão da moralidade e ética. Além das imagens trazidas pelos narradores serem extremamente ricas, as histórias possuem reviravoltas que são atraentes para os leitores: homicidios, incesto, guerras, pragas, maldições, demônios, lutas, culpa, arrependimentos, destruições planetárias…. o que não falta na Torá é movimento! 

É uma pena que em pleno século XXI ainda existam pessoas que insistam em uma interpretação literal de um texto que por sua vez é a interpretação regional de mitos que são de uma civilização ainda mais antiga (no caso, os Sumérios).

É uma novela sobre vaidades, lutas, acordos e moral.   

 

 

imagesTranquilidade da alma/ Vida retirada/ Brevidade da vida – todos de Sêneca

Sêneca foi um dos maiores intelectuais do Império Romano, sendo advogado, orador, político, diplomata e tutor do futuro imperador Nero.

Caiu em desgraça aos olhos de Nero e foi condenado ao exílio e excluído da vida pública. No exílio, escreveu tratados de filosofia. No fim, foi condenado a cometer suicídio.

Particularmente, os ensaios acima tratam do modelo estóico do bem viver, a forma correta de dirigir-se na vida pública e privada, o relacionamento que devemos ter com as riquezas, o dever cívico, as obrigações familiares e o encontro com a morte.  

Sêneca escrevia de forma direta. Suas obras filosóficas não discutem temas vagos ou metafísicos. Ele trata da vida comum, do dia a dia e de como devemos nos portar frente a nossa consciência e na vida em sociedade. Foi através dele que entendi que a filosofia é um tema da nossa vida diária e não uma coleção abstrata de idéias. 

 

 

hobsbawm-era-dos-extremosA Era dos Extremos – Eric Hobsbawm

O manual de história geral do século XX que todos deveriam ler no colégio para entender as transformações políticas, econômicas e sociais que moldaram nosso passado recente.

Escrito de forma objetiva, elucidando passagens importantes da politica mundial e suas consequências nos países centrais e periféricos, o livro de Hobsbawm é um convite ao pensamento e uma janela para observar as origens de muitos fenômenos políticos que continuam nos jornais.

 

 

 

 

 

 

 

IMG_2467Trilogia da Fundação – Asimov

Quase tudo que o escritor Isaac Asimov tocou virou ouro. O homem era um Midas no emprego da palavra e um visionário no rumo que a ciência estava seguindo.

Muitas de suas previsões relatadas em livros de ficção cientifica de fato tornaram-se realidade.

Sua vida e obra foi objeto desse Blog em um post dedicado aos pais da ficção científica que pode ser conferido aqui..

Mas não é apenas o caráter visonário que seduz em seus livros e particularmente na série “Fundação” que muitos consideram sua obra-prima.

Asimov descrevia o futuro e a vida humana em outros mundos com suas naves e robôs como uma forma de analisar de forma precisa características humanas bem fincadas no tempo presente como nossos preconceitos, medos e guerras.

No meio de tudo isso,  sempre há uma esperança de melhora do ser humano e uma crença de que podemos usar a razão para atingir um patamar superior como civilização.

Em “Fundação” e suas sequências, Asimov conta uma ópera espacial que se espalha por gerações, emulando a história da humanidade e relatando a fundação de uma sociedade, seu crescimento, desenvolvimento comercial, militar e eventual ocaso. 

 

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“De Getulio a Castelo” e “De Castelo a Tancredo” – Thomas Skidmore

 São considerados livros clássicos sobre a história politica brasileira recente, escritos por um olhar estrangeiro.

Iniciando-se no governo Getulio Vargas, o primeiro livro traça a origem do Brasil moderno até as explicações do panorama politico que existiam no momento do golpe militar.

A segunda parte cuida do governo dos militares até a redemocratização do país (aproveite e leia nosso post sobre o governo militar e a redemocratização neste link).

Os livros contam os bastidores políticos, a repercussão na imprensa e as consequências regionais e internacionais de diversos eventos da politica nacional.

As obras são ditas como datadas no meio acadêmico por seguirem um estilo que a historiografia contemporânea alega estar ultrapassado.

Na minha ignorância, continuo achando-os ótimos livros.

Arquitetos do Poder – Marketing e as Eleições no Brasil

 

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O documentário “Arquitetos do Poder” (2010) é um desses filmes que deveriam ser obrigatórios para qualquer um que se interesse por temas políticos no Brasil.

O longa trata especificamente do marketing político e de como essa indústria se agigantou desde os anos 60 na campanha de Jânio Quadros até os tempos recentes, sendo simplesmente peça determinante nas eleições ao criar e demolir a imagem dos candidatos.

O filme entrevista politicos de todas as orientações politicas (quase todos em atuação até hoje), jornalistas e, óbvio, os marketeiros (que são as grandes estrelas do longa), mostrados como as grandes mentes por trás da venda do produto político nas eleições.

E quando digo “produto” é isso mesmo: a política e as eleições são tratadas como um sabão em pó que deve ser comercializado, divulgado na mídia, criando a empatia da marca/candidato com o consumidor/eleitor.

Afinal, é sintomático desse tempo em que ninguém tem mais ideologia alguma, nenhum candidato parece defender qualquer valor digno de nota, tudo o que é dito em um spot de propaganda de 30 segundos é esquecido no minuto seguinte e verdadeiramente permanente apenas é a estratégia da perpetuação no poder pelo poder.

O que vale não é aquilo que realmente é; mas apenas aquilo que parece ser.