Fernando Pessoa niilista 

A levíssima brisa 

Que sai da tarde morna 

Na minha alma imprecisa — 

Imprecisão entorna.
Nada conduz a nada, 

Nada serve de ser 

No sossego da estrada 

Nada vejo viver.
Meu conhecer é triste 

O que é que tem razão? 

Nada, e o nada persiste 

Na estrada e no verão.

(Fernando Pessoa)

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Fernando Pessoa: a mais formosa morena 

Os versos da minha pena 

Buscam, como o fogo o céu, 

A mais formosa morena 

Que meu coração conheceu.

Por te buscar, minha vida 

Deixei o meu coração 

Por isso ela nem já sente 

E ele já não vive, não.

Teu coração pesa muito 

Na balança do amor; 

Há cousas que muito pesam 

E não têm nenhum valor.
(Fernando Pessoa)

Poesia na vida: Tabacaria de Fernando Pessoa (declamado)

Provavelmente um dos melhores e mais filosóficos poemas em língua portuguesa