Poesia na vida: verbo ser , Drummond 

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Charles Bukowski – Style 

Style is the answer to everything.

A fresh way to approach a dull or dangerous thing

To do a dull thing with style is preferable to doing a dangerous thing without it

To do a dangerous thing with style is what I call art
Bullfighting can be an art

Boxing can be an art

Loving can be an art

Opening a can of sardines can be an art
Not many have style

Not many can keep style

I have seen dogs with more style than men,

although not many dogs have style.

Cats have it with abundance.
When Hemingway put his brains to the wall with a shotgun,

that was style.

Or sometimes people give you style

Joan of Arc had style

John the Baptist

Jesus

Socrates

Caesar

García Lorca.
I have met men in jail with style.

I have met more men in jail with style than men out of jail.

Style is the difference, a way of doing, a way of being done.

Six herons standing quietly in a pool of water,

or you, naked, walking out of the bathroom without seeing me.

Charles Bukowski

Poesia na vida: Vinicius de Moraes, Tudo de amor que existe 

Tudo de amor que existe em mim foi dado.

Tudo que fala em mim de amor foi dito.

Do nada em mim o amor fez o infinito

Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado.

Tão fácil para amar fiquei proscrito.

Cada voto que fiz ergueu-se em grito

Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse

Nesse meu pobre coração humano

Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano

Melhor fora que desse e recebesse

Para viver da vida o amor sem dano.~

Vinícius de Moraes

Bukowski: São quatro e meia da manhã 

“os barulhos do mundo

com passarinhos vermelhos,

são quatro e meia da

manhã,

são sempre

quatro e meia da manhã,

e eu escuto

meus amigos:

os lixeiros

e os ladrões

e gatos sonhando com

minhocas,

e minhocas sonhando

os ossos

do meu amor,

e eu não posso dormir

e logo vai amanhecer,

os trabalhadores vão se levantar

e eles vão procurar por mim

no estaleiro

e dirão:

“ele tá bêbado de novo”,

mas eu estarei adormecido,

finalmente, no meio das garrafas e

da luz do sol,

toda a escuridão acabada,

os braços abertos como

uma cruz,

os passarinhos vermelhos

voando,

voando,

rosas se abrindo no fumo e

como algo esfaqueado e

cicatrizando,

como 40 páginas de um romance ruim,

um sorriso bem na

minha cara de idiota. 

-Poema Quatro e meia da manhã, Charles Bukowski