Resenha: Aurora de Nietzsche 

Nietzsche elaborou “Aurora ” em 575 aforismos sobre a moral. Alguns tão curtos quanto 3 linhas e outros tão longos que se derramam por várias páginas.

De certa forma, “Aurora ” possui a mesma formatação de seu primo mais famoso “Humano, demasiado humano” , mas não é tão gostoso de ler. Por vezes o livro se torna arrastado e nem todos os textos possuem a força arrasadora do jab no queixo que vem com a leitura do primo famoso.

Em Aurora voltamos à eterna obsessão de Nietzsche em criticar e mostrar a estupidez dos presentes sistemas morais no qual a humanidade está mergulhada. Seus insights versam sobre a hipocrisia da religião e sobre os riscos de substituirmos um sistema baseado na fé em Deus por outro sistema baseado em uma aceitação cega na razão e no cientificismo.

Nietzsche postula a necessidade de transposição dos valores atuais e a criação de um novo tipo de homem, focado no presente, que abrace a vida, que não se deixe subjugar por promessas transcendentes de vida além túmulo ou por promessas de criar uma sociedade sem classes. Nietzsche acredita na diferença. Sua obra defende o fim da sociedade que se alicerça na moral de defesa do fraco , alerta contra a maioria ignorante que criou um mundo que premia a mediocridade e tenta calar os que se levantam contra a vulgaridade . E contra esses, o autor não poupa o chicote.

– Manuel Sanchez

 

De Max Weber à Zygmunt Bauman: Do mundo sólido ao mundo líquido

Terminada a leitura de ” A ética protestante e o espírito do capitalismo ” de Max Weber, as relações com o último livro resenhado neste Blog ,  “Vida para Consumo” de Zygmunt Bauman,  são espontâneas (a resenha do livro de Bauman pode ser encontrada aqui).

Weber foi um dos pais fundadores da sociologia e uma das suas obras mais importantes é “A Ética protestante e o espírito do capitalismo”, onde analisa o surgimento do capitalismo industrial e sua relação com o ethos religioso encontrado nos países protestantes.

Inicialmente, o autor reconhece que empreendimentos com sinais capitalistas já era encontrados desde a Antiguidade, mas foi apenas na Época Moderna que o capitalismo atingiu um nivel industrial, arraigando-se na cultura e criando uma nova ética permeando todas as relações da sociedade.

Weber traça esse desenvolvimento analisando a mentalidade surgida no cisma religioso que deu inicio à Reforma Protestante na Europa, afirmando que o novo ethos surgido com o Calvinismo, Luteranismo e demais correntes  foi imprescindível – e mesmo o motor – para o desenlace subsequente do capitalismo.

O livro parte para a análise da doutrina da predestinação, que se encontra no âmago das correntes protestantes. Apesar de existirem algumas diferenças entre luteranos, calvinistas, anabatistas etc… há um traço comum nas correntes religiosas que se espalharam pelo norte da Europa e ilhas inglesas: a doutrina da predestinação e uma reinterpretação da idéia de vocação.

Através da doutrina da predestinação, os crentes aceitam que Deus já escolheu aqueles que serão salvos no mundo pós-morte e aqueles que estão condenados. Isso já está decidido desde o nascimento, não importando as obras individuais, arrependimentos ou bondades feitas ao longo da vida. Já se nasce salvo ou condenado na eternidade por determinação divina. Obviamente, não há forma de um ser humano descortinar os desígnios da divindade mas a doutrina da predestinação nos dá uma dica: o enriquecimento. A pessoa que caiu nas graças da divindade e destina-se à salvação possui sinais exteriores de riqueza, conforto e bem estar material.

Reinterpreta-se, igualmente, a idéia da vocação. Retira-se seu caráter místico e assume-se um significado mais mundano. Vocação é igual a dedicação ao trabalho. E trabalho é igual ao cumprimento da missão dada pela divindade. A obtenção de lucro e bem estar material através do trabalho é sinal de trabalho bem feito, acerto na missão estipulada pela divindade e assim um estigma que denota que se faz parte da assembléia dos escolhidos para a Salvação.

Desta forma, segundo Weber, o protestantismo afastou-se da mentalidade católica que apontava o lucro como pecado e a relação com o dinheiro como a raiz do Mal, abraçando a ética do trabalho árduo, do assenhoreamento material  e do desenvolvimento econômico. Estava formada a cama para o surgimento do ethos da sociedade capitalista industrial.

Neste momento o enriquecimento como sinal de escolha divina não é feito para o desfrute. Não se trata de enriquecer para dedicar-se ao ócio, beber, gastar com a luxúria etc…  Tais condutas eram fortemente condenadas pelo ethos protestante. Trata-se de enriquecer para manter. Enriquecer para acumular. Enriquecer para gerar mais capacidade de trabalho. Enriquecer para atingir estabilidade. O gasto e o desfrute eram sinais do mamonismo e do pecado.

Weber explica assim como essa moral espalhada pelos países do norte europeu e ilhas inglesas, colocou-os em posição de vantagem para criação de um caldo cultural que estimulava o trabalho, o acúmulo de riquezas, a postergação do desfrute e o empreendedorismo. Ser bem sucedido e ter sinais de desenvolvimento econômico eram apontamentos de que se estava também no bom caminho religioso.

Saltemos um século para Zygmunt Bauman.

Bauman descreverá a sociedade analisada por Weber como o alvorecer da sociedade sólida, da criação e desenvolvimento do capitalismo industrial e suas caracteristicas como sociedade de produtores: o trabalho era visto como objetivo a ser alcançado e mantido, estável, focado em produção. Em uma sociedade de produtores, a ética do trabalho era a do esforço, o sacrifício era visto como uma necessidade e validado pelo corpo social. E por fim, Bauman descreverá como saímos dessa sociedade e criamos um novo ethos, para novos tempos – uma ética do consumo.

Na sociedade líquida – pós moderna – que se coloca no lugar do mundo industrial anterior, a ética não é mais a do trabalho, mas a da busca do prazer instantâneo; os vínculos são curtos e mantidos apenas pelo tempo necessário, a solidez dos contatos é transformada pelo mundo virtual em um contato efêmero. Buscam-se soluções rápidas para frustrações, nega-se o sacrificio e a idéia de postergar um prazer é tida como absurda.

Se “A Ética Protestante e o Espirito do Capitalismo”  (Weber) é um livro fala da criação da ética capitalista da poupança e da acumulação com a postergaço do usufruto; em “Vida para Consumo” (Bauman) temos a análise do fim dessa mentalidade e sua substituição pelo consumismo e ética do prazer instantâneo: o ethos da cultura pós-moderna.

É interessante notar que Weber afasta-se de qualquer interpretação do materialismo histórico. Textualmente (chega a chamar de ingênuo), Weber nega a possibilidade da modificação da infraestrutura econômica ser o motor que reorientará a superestrutura cultural.  Ou seja, para Weber, foram as mudanças culturais trazidas pelo ethos protestante (entre outros elementos da cultura e da sociedade analisadas na obra) que sinalizaram e criaram as condições para a convulsão da forma de produção econômica advinda com o capitalismo industrial.

Karl Marx analisará a formação do ethos capitalista no sentido inverso: primeiro vem a modificação da infraestrutura econômica passando do mercantilismo para o capitalismo industrial e depois – como forma de justificação e criação de discurso – surgem as novas concepções éticas e morais que conformarão os demais setores culturais da sociedade (religião, normas jurídicas, concepções artísticas etc…)

E assim fazemos o gancho para o próximo livro a ser resenhado: “Ideologia Alemã”, de Karl Marx.

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por Manuel Sanchez

Resenha: Vida para Consumo, de Zygmunt Bauman

Terminar a obra “Vida para Consumo” de  Zygmunt Bauman é levar um soco na boca do estômago. (tratei sobre a obra de Bauman neste link)

O sociólogo analisa como nossa sociedade se transformou de uma sociedade de  produtores em uma sociedade de consumidores, com todas as mudanças de paradigmas  consequentes. 

Na sociedade de produtores, que vigorou do inicio do capitalismo industrial até meados do sec. XX,  o trabalho era visto como objetivo a ser alcançado e mantido, estável, focado em produção.

A ética do trabalho era a do esforço, o sacrifício era visto como uma necessidade e validado pelo corpo social. A  manutenção dos vínculos era buscada pelo maior tempo possível, focava-se no  acúmulo de capital, seja do ponto de vista dos grandes industriais, seja do ponto de vista do individuo: poupar e acumular eram vistos como fundamentais, não o consumo.

Bauman analisa como o mundo saiu desse quadro e entrou no que ele cunhou de modernidade líquida, que neste livro é analisada sob o prisma das relações de consumo.

Na sociedade de consumidores que evoluiu como uma consequência  lógica da necessidade de expansão do capitalismo, a ética não é mais a do trabalho, mas a da busca do prazer; os vínculos são curtos e mantidos apenas pelo tempo necessário, a solidez dos contatos é transformada pelo mundo virtual em um contato efêmero que pode ser desfeito com um clique. 

Se antes o foco era a acumulação, agora passamos a ter o foco no marketing e na sua busca de prazer rápido e instantâneo. A sensação de completude é sempre postergada para que haja a necessidade de procurar novos produtos e novidades que entreguem  o gozo tão desejado.

Também as relações de trabalho se modificam. Laços longos e sólidos entre empresas e trabalhadores viraram pó e foram substituídos por contratos cada vez menores. Se antes ser empregado de determinada empresa ou setor era uma forma de identidade, agora esses laços são tão rápidos e descartáveis que as pessoas estão sempre em uma busca frenética por projetos que lhe deem os meios de subsistência.

Ao mesmo tempo que consumimos e descartamos objetos sem qualquer apego, somos nós também transformados em commodities a serem anunciadas e vendidas, buscando que nos consumam e retribuam. Como tudo é ligeiro e descartável, somos levados a nós mesmos nos transformarmos em mercadorias ilustradas pelo marketing e polidas pelas marcas e produtos fashion que consumimos com avidez.

Como sempre, Bauman não está interessado em propor soluções mas a fazer um diagnóstico. Sua obra não quer sugerir caminhos libertadores mas abrir os olhos das pessoas para que elas ao menos saibam o jogo que estão jogando.

–   Manuel Sanchez   

Resenha: Assim falou Zaratustra – Nietzsche

E após alguns anos, voltei a reler o “Assim falou Zaratustra” de Nietzsche.

Sem dúvida alguma é o livro mais famoso do filósofo, verdadeiro bestseller no gênero da filosofia. E após essa releitura posso afirmar com convicção que não deveria ser a leitura inicial de ninguém no pensamento de Nietzsche. Cometi esse erro no passado e não aproveitei a obra como deveria na ocasião (o que me afastou do autor por um bom tempo).

A obra é escrita em uma linguagem cheia de simbolismos, lirismo e poesia, às vezes emulando um estilo bíblico e acompanha a jornada de Zaratustra, saindo do habitat isolado de sua caverna na montanha e desejoso de dividir seus pensamentos com os homens da planície. Ao longo da história, o pregador encontra-se com inúmeras pessoas, resistências múltiplas, aprendizes e escárnio público.

O Zaratustra, obviamente, é o próprio Nietzsche e suas parábolas e aforismos trazem em síntese o pensamento do filósofo sobre a necessidade de solidão, a pobreza de pensamento encontrada no povo, a estupidificação dos costumes, a necessidade da criação individual de força interior, apregoando o desprezo pelos fracos e a desigualdade que ele considera justa para aqueles que se distinguem por suas características diferenciadas e especiais.

Zaratustra explicará sua noção de super-homem (a superação do homem atual e seus valores morais, abraçando a autonomia), a morte de Deus (e a necessidade de superar o pensamento religioso e de mentalidade servil ou de proteção dos fracos contra os fortes) e a vivência do eterno retorno (encontrando sua verdadeira natureza e vivendo de forma a ter esse prazer e felicidade constante por ser e fazer aquilo que de fato é a sua identidade, querendo assim que essa sensação e experiência nunca terminem).

Todos esses valores são encontrados de forma mais direta e objetiva em outros livros e, por vezes, a falta de contato anterior com o pensamento do autor pode dificultar a compreensão do Zaratustra que é escrito em uma linguagem mais rebuscada. Daí explica-se não ser este o livro indicado para o leitor iniciante na obra do filósofo.

Nietzsche é um filósofo que nada profundamente contra a idéia de igualdade. Seu pensamento é elitista, desprezando a solidariedade com os mais fracos. Combate os paradigmas e criações salvacionistas seja pela religião, pela política ou pelo racionalismo. Para ele, são estes pensamentos ideológicos os verdadeiros pensamentos niilistas, que negam a vida presente e jogam o ser humano em falsidades e o afastam da vida real. Vitalista, apregoa a necessidade de vivermos ancorados no presente, assumindo os prazeres e as dificuldade da vida neste plano, sem esperanças de transcendências metafísicas ou políticas. Encontramos em Zaratustra o ataque ao pensamento de manada, abraçando a subjetividade mas entendendo que não existe verdadeiramente um livre arbítrio, uma vez que não temos plena consciência e nem mesmo controle dos inúmeros fluxos que passam em nossa mente.

Sem dúvida, Nietzsche é um autor absurdamente interessante para se conhecer e ler. A viagem pelo seu Zaratustra foi uma verdadeira odisséia repleta de meditações. Seus insights são profundos e quebram paradigmas estabelecidos, que consideramos default e consequentemente nos levam a uma autocritica constante.

Se a frieza com que trata os mais fracos e necessitados choca o leitor, também encontramos na obra a mola propulsora para o desenvolvimento da própria força e capacidade individual.

O Zaratustra é uma obra-prima seja pelo estilo poético, seja pelo resumos aforístico que faz dos grandes eixos do pensamento de Nietzsche. Não é de fácil leitura e é aconselhável que esteja-se familiarizado com suas idéias para o seu proveito integral.

Mas é indiscutível que deve estar na sua lista de leituras.

– Manuel Sanchez

 

Resenhas dos Livros de 2016 – parte 5

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Livros, Livros, Livros…. voltamos as baterias e canhões para retomar as resenhas dos livros efetivamente LIDOS (ou revisitados) em 2016.

Fico feliz que já estamos na parte V!

Convido você a conhecer as obras indicadas como também a deixar seus comentários e dicas.

 

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  1. O Banquete – Platão

 Provavelmente essa é a obra mais famosa de Platão e praticamente um best seller na categoria das obras filosóficas.

Trata-se de um jantar oferecido por Agatão a seus amigos – entre eles, Sócrates – onde cada um dos convidados oferecerá aos demais sua visão sobre o amor. Platão nos leva a diferentes visões que deixaram  sua marca na história do pensamento.

Em Pausânias encontramos a discussão sobre a luta e a construção histórica dos amores legitimamente aceitos pelo corpo social que poderia estar na boca do movimento LGBT contemporâneo. Com Aristófanes encontramos a narrativa símbolo do amor romântico e dos amantes que se buscam para completar sua alma gêmea. E pelas palavras de Sócrates encontramos a definição do amor platônico: o amor é igual ao desejo; e o desejo é igual à falta. No amor platônico amamos aquilo que não temos. Desejamos apenas o que nos falta. Sempre vejo o amor platônico como um amor triste, que não se regozija com o que tem, que não consegue ser feliz com a situação em que vive ou com o/a amante que está ao seu lado.  

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2. Fundamentação da Metafisica dos Costumes – Kant

A ética é assunto tratado por Immanuel Kant no seu livro “Crítica da Razão Prática”. Mas o próprio Kant indicava que antes se deveria ler a “Fundamentação da Metafísica dos Costumes” como uma obra introdutória e que resumiria os conceitos a serem explorados em detalhes depois na Crítica da Razão Prática. 

Obviamente, se Kant tivesse alguma preocupação em facilitar a vida de seus leitores ele não colocaria um título como “Fundamentação da metafísica dos costumes” que, só para ser explicado, merece um prólogo para explicar o sentido de cada vocábulo do título.

Trata-se de obra fundamental para qualquer um que deseja se aprofundar nas discussões sobre moral e ética, além de ter contato em primeira pessoa com os clássicos. Mas a leitura não é fácil e aconselho muitas leituras de livros explicativos ANTES de pegar a obra de Kant per si.

 

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3. A Felicidade Desesperadamente –   André Comte-Sponville

Transcrição de uma palestra ministrada pelo professor Comte-Sponville sobre o conceito de felicidade nas variadas correntes filosóficas do ocidente desde os antigos gregos até os contemporâneos. 

Trata-se de um livro curtinho, de leitura agradável e que nos brinda com alguns insights preciosos sobre as razões do estudo da filosofia.

 

 

 

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4. A Tempestade – Shakespeare

Foi a última peça do bardo. O mago Próspero foi exilado com sua filha e perdeu o ducado de Milão, vivendo solitário em uma ilha. Através de sortilégios mágicos, consegue atrair para sua ilha todos aqueles responsáveis por sua desgraça e inicia seu programa de vingança que o recolocará na corte e sua filha no trono.

Diferentemente de outros dramas shakesperianos, a Tempestade se encerra de forma pacífica e harmoniosa. Não é o melhor dos dramas do bardo. O discurso final de Próspero, último escrito da última peça do dramaturgo é considerado seu testamento de despedida do público e é realmente lindo de ler. 

 

 

aprender-a-viver5. Aprender a Viver – Luc Ferry

Delicioso manual de filosofia com linguagem simples e direta que se propõe a explicar os paradigmas filosóficos que moldaram o mundo clássico, a Idade Média, a Modernidade e o mundo contemporâneo.

Em cada capítulo o autor nos esclarece os pontos cruciais do pensamento de cada época e como eles proporcionaram a visão filosófica com a qual identificamos os diferentes momentos históricos.

Acredito que é um manual tão bom que deveria ser lido na base de qualquer estudo sobre filosofia. Um dos melhores manuais para iniciantes que tem no mercado, na minha opinião. 

 

 

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6. Contra-História da Filosofia – vol 1 – As sabedorias Antigas – Michel de Onfray

O autor parte da premissa de que a história da filosofia contada usualmente nos manuais e na Academia tem como foco um numero restrito de pensadores e de escolas, deixando ao largo da trilha e no esquecimento uma profusão de filósofos considerados malditos ou que agiam na contramão do paradigma dominante de seu período. São os esquecidos, os vencidos na história da filosofia.

Essa coleção visa resgatar suas idéias e demonstrar que em todos os períodos existiram aqueles que martelavam contra a doxa reinante.   Neste primeiro volume encontramos, entre vários outros,  os estudos sobre Demócrito, Eutífon e Epicuro.

 

 

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Nossos outros Posts e Resenhas:

Os posts de 2014 podem ser todos acessados aqui: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5 e parte 6.

Os livros de 2015 estão na parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5 .

Em 2016, os livros estão nas parte 1  e parte 2 e parte 3 e parte 4  

São dezenas de livros nos mais diversos temas.

Os posts sobre meus livros preferidos encontram-se aqui: parte 1, parte 2 e parte 3.

`Para quem deseja iniciar-se nos livros de filosofia, indico alguns manuais aqui:  “Manuais de filosofia para iniciantes e curiosos”  e outras  sugestões para a leitura dos textos puros, sem comentadores, podem ser encontradas no link sobre os textos originais dos autores para aprofundamento nos estudos da filosofia, sociologia e psicologia.