Os estóicos e a verdadeira falta 

“Para os estoicos romanos (Epiteto, Sêneca) o rico não é aquele que tem tudo e sim o que não deseja nada.

Desejar é viver em eterna falta.”

Flávio Gikovate

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Sêneca: joguetes da sorte 

” Desprezarei tudo o que pertence ao domínio da Fortuna, mas, se for dado escolher, irei preferir a melhor parte ” 

– Sêneca, senador romano  e filósofo estóico. 

Como filósofo,  defendia o comedimento, o autocontrole e a resiliência para suportar a dor, as frustrações e a pobreza. Como senador, viveu na opulência. 

Foi exilado pelo imperador Cláudio e posteriormente  condenado por Nero a cometer suicídio. 

Abaixo: a morte de Sêneca, de Manuel Domingues

Sêneca e o tempo da vida 

Sêneca e o tempo da vida:
A vida é suficientemente longa e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. 

Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela já passou por nós sem que tivéssemos percebido.

O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas a fazemos, nem somos dela carentes, mas esbanjadores. Tal como abundantes e régios recursos, quando caem nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento, enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela bem dispor. 
– Lúcio Sêneca, Filósofo Estoico, 4 a.C. – 65 d.C, Roma. 

Abaixo: “Nero e Seneca”, do escultor espanhol Eduardo Barrón (1858 – 1911)